Kombi. O que ela faz aqui?
A Kombi está comemorando 50 anos de produção nacional. Bom? Deveria ser. Seria ótimo se comemorássemos os 50 anos da velha senhora (bem velha. Não pela idade, mas por estar inalterada) com as novas gerações sendo produzidas. Por que ainda temos a segunda geração da Kombi, que foi aposentada em 1981?
A Abt, preparadora alemã, mostrou a quinta geração da Kombi, chamada de Multivan na Europa, com várias modificações estéticas. O México acaba de ganhar o Crafter, o furgão de maior porte da fabricante alemã, que ajudará a desenvolver a nova geração da “Multivan”. E nós, aqui do Brasil, por que cargas d’água continuamos a tê-la no mercado?
A Kombi é o utilitário de carga mais acessível do mercado de veículos novos. Feirantes, comerciantes e alguns órgãos públicos adquirem o modelo, pois similares (pouco maiores), custam o dobro do que a Volkswagen pede na Kombi. Ela carrega até 1 tonelada de carga, longe dos pouco mais de 550 kg carregados por uma picape leve, como a Fiat Strada ou a Ford Courier.
A Kombi ainda usa aquela plataforma desenvolvida para o Fusca. A nossa, porém, não é exatamente a mesma desde 1957. Ela recebeu modificações estruturais na mesma época em que ganhou retoques no desenho e ganhou os piscas ao lado da faixa de tomada de ar, na parte dianteira. Porém, é a mesma há muito tempo.
Lá fora, a Kombi comemora 60 anos, quando Ben Pon, concessionário holandês Volkswagen, fez os primeiros esboços da van, em 1947. Ele queria um automóvel exclusivamente para transportar peças e cargas, feito sobre a plataforma do já conhecido Fusca. Porém, os europeus já contam com a quinta geração.
No Brasil, a Kombi recebeu o motor 1,4 litro Total Flex, capaz de gerar 78/80 cv. Para se enquadar às leis de emissões que entraram em vigor no último ano, a Volkswagen se viu obrigada a retirar o último propulsor refrigerado a ar do mercado mundial (em sua linha de veículos, vale ressaltar). A velha senhora também não conta com vários equipamentos como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, e a caixa de câmbio é a única com apenas quatro marchas no país.
Outra peculiaridade que só a Kombi tem é a fabricação. Sua linha de montagem não conta com robôs e toda a montagem é feita “na mão”. São produzidas 90 unidades da Kombi por dia. E pela precariedade, vale lembrar que o modelo não se sairia muito bem em um crash test. O volante provavelmente entraria na barriga do condutor e os passageiros dos bancos dianteiros seriam arremessados em direção aos vidros e ao painel.
Ao final de tudo isso, me pergunto: o que as autoridades fizeram para melhorar a segurança automotiva no mundo? O mercado brasileiro é um dos mais mortíferos do planeta, com mais de 30 mil mortes por ano e nada é feito. Onde estão os crash tests que deveriam ser realizados para assegurar a segurança dos cidadãos que sustentam estes senhores?
A Volkswagen não se pronuncia e nem irá falar nada. Está lucrando, a Kombi dá muito dinheiro (imaginem um carro sem significativas alterações durante quatro décadas. Tudo o que entra, paga funcionários, peças e dá MUITO lucro. Se nada for feito, a Kombi continuará em produção até não dar mais lucro. Ou seja: não há data definida. Uma pena. Como seremos, assim, um país desenvolvido?
Fica a revolta.
Creio que não seja só minha.
Obrigado.







06/10/2007 às 21:38 |
Isso é BRASIL.
Será sempre assim.
Como diria a ministra: “relaxa e goza!!”.
LuísGustavo
09/10/2007 às 21:54 |
Infundada tua revolta. A Kombi é boa sim, mesmo sendo marginal em crash tests. O que é inaceitável era a presença sim de coreanos ditos “modernos” tais como Topic, Besta e Towner (esse sim o parachoque dianteiro não era o pé do motorista – era sim o pé, as pernas, as coxas sustentados pela bacia) que produzem índices inaceitáveis de material particulado e uma manutenção caríssima. A Asia motors teve muitos problemas de montagem de componetes de motor e câmbio porque esses simplesmente não excaixavam um no outro.
Não gostar da Kombi é um direito facultado a cada um. Denegrí-la, ignorando seus atributos não é sensato. E veja uma Kombi trabalhando no interior do país, em locais onde a internet ainda não chegou e certamente o respeito por essa heroína aumentará!
09/10/2007 às 23:56 |
Daniel.
Eu não nego que o uso da Kombi seja intenso até hoje no país e que haja locais onde ela vá com força. O problema (e o que me parece realmente infundado) é a Volkswagen mantê-la exatamente a mesma durante 40 anos. Não houve mudanças de estilo, de conforto, de segurança ou tecnologia. A única, como falei, foi a adoção do motor 1.4 Total Flex, por obrigatoriedade da lei.
Não ignorei seus atributos, até por quê a Kombi é acessível e transporta muita carga. Mas isso não faz dela um bom carro, como você diz. O fato de as coreanas também serem um problema não é minha preocupação, afinal elas já saíram de linha há um bom tempo (a última, a Besta, foi em 2005).
Infelizmente, no segmento em que a Kombi atua, ela é única. Mas é um EXAGERO a Volkswagen ainda cobrar R$ 40 mil por ela.
21/12/2007 às 0:03 |
Komo diria meu antigo professor de cursinho, há 10 anos atraz, a Kombi pega fogo sozinha e capota parada… rss… É antiga, é velha de guerra, aguenta o baque… concordo…
Mas assino em baixo quanto ao fato de ser ridiculas as modificações estéticas feita nela com o passar do anos…. modificações que a deixaram cada vez mais feia. Em termos de beleza, prefiro os modelos antigos de vidro bi-partido, são as únicas que são possíveis ainda ver alguma beleza se bem arrumadas.
Quanto à tecnologia também… é algo absurdo… absurdo não, pois no mundo em que vivemos o dinheiro é que conta, então como estão ganhando dinheiro “foda-se”, mas um veículo sem o mínimo de preocupações de segurança, estudos e evoluções neste sentido, realmente é de deixar qualquer um com a boca amarga…
Adoro Kombis… só as mais antigas… quanto mais nova, mais ridicula…. porém tenho um medo de andar nelas… se bater… estou morto ! é pior que moto !…
Abraços
Maschio
03/01/2008 às 19:23 |
Olá!! Eu sou portuguesa, e gostava de saber se existem “Kombis” de 1ª geração à venda por aí e qual o preço!!! (se possivel em euros :)
Obrigado e parabens pela pagina
03/01/2008 às 23:30 |
Acabei de comprar uma para a empresa, o problema é que ela não tem concorrentes até hoje. Qualquer modelo à diesel é absurdo de caro assim como a manutenção. Realmente o carro é muito ultrapassado e de segura não tem nada, mas o custo benefício é inegável, infelizmente é o que temos. É difícil, mas isto é Brasil, infelizmente…
25/12/2008 às 18:30 |
Infundada tua revolta???, meu Deus, esse amigo concerteza trabalha na VW pq pra escrever esse tipo de barbaridade diante de tantos argumentos que estão aí na cara da criatura.
É por causa de pessoas sem visão como essa que a Kombi continua e continuará inaltareada no Brasil forever!!!
27/03/2009 às 0:58 |
Me lembro que anos atras, li um artigo numa revista automotiva onde um diretor da VW matriz veio ao Brasil fazer uma visita as instalações da VW em São Bernardo e ficou espantado ao saber que aqui ainda se fabrica a Kombi de 2° geração ( atual nossa). Imediatamente ordenou que a produção desse veiculo fosse descontinuado aqui e tal qual surpresa, os dirigentes da VW do Brasil junto com o diretor fizeram um ´tour´ no comércio e afins. Vendo tamanha aplicabilidade do veículo não comentou mais nada!
Moral da história: os responsáveis pela pouca evolução dos nossos veículos são os próprios consumidores brasileiros que fazem questão da ´pseudo´economia principalmente e fabricantes locais onde a rentabilidade está acima de tudo.
30/03/2009 às 16:51 |
Cara… Não concordo nem um pouco com o que você falou…
Quando seremos um pais desenvolvido?
Quando políticos pararem de roubar e o brasileiro se interessar em aprender, aí sim vamos nos desenvolver, agora a Kombi é um carro clássico e eu apóio a não mudança no desenho… Esses desenhos de gerações da kombi que você colocou aí, ficaram ridículos, não tem nada a ver com a verdadeira kombi, e mais uma… Já que ela é tão ruim, a pessoa que vai comprar que compre outra e se foda… Vai pagar manutenção cara e num vai ter a mesma eficiência. Paciencia cara.
01/06/2009 às 17:53 |
esta e velha de guerra parabens