Infiniti FX50
A Infiniti iniciou recentemente suas vendas na Europa, com a apresentação oficial dos modelos a todos durante o Salão de Genebra. Na mostra suíça, a segunda geração do FX foi apresentada ao público e mostra as linhas do utilitário-esportivo que também estreará no mercado norte-americano em breve. Os EUA sempre foram o principal objetivo da divisão de luxo da Nissan, mas a empresa resolveu expandir seus horizontes. É a primeira vez que um novo veículo da marca é apresentado fora da terra do Tio Sam.
Comparado com o modelo já vendido nos Estados Unidos - e que também pode ser adquirido aqui por importadores independentes -, o novo modelo cresceu 35 mm na distância entre-eixos e ficou 50 mm mais largo. A suspensão foi revisada e agora conta com controle ativo dianteiro e traseiro. O peso também foi bem estudado na plataforma FM de origem Nissan, na qual o FX é fabricado, e a distribuição ficou em 54-46 entre os eixos dianteiro e traseiro.
Outra novidade mecânica é a preocupação com a redução de peso. Painéis de alumínio foram utilizados em toda a carroceria. As portas também ganharam apliques deste material, que é mais leve e resistente que o aço. No fim das contas, a nova geração do FX ficou 20 kg mais leve que a anterior - ou atual para a América. De fato, a carroceria é cerca de 90 kg mais leve que a do modelo norte-americano, mas 160% com maior rigidez torcional.
O novo desenho do FX também chama a atenção. As laterais parecem inalteradas, graças às linhas muito parecidas dos vidros e das portas. As entradas de ar laterais, nos pára-lamas dianteiros, completam o visual esportivo. Na dianteira, os faróis parecem ter o mesmo tamanho, mas a grade ficou mais larga e baixa, além de ter ficado um pouco mais centralizada na dianteira do utilitário. O capô também ganhou linhas mais mais esportivas, como os vincos nas laterais que lembram o Porsche Cayenne. Os faróis auxiliares ficaram mais próximos das extremidades do pára-choque, enquanto o acabamento em plástico negro inferior foi mantido.
Na traseira, as lanternas parecem ter mudado pouco em um rápido olhar. Mas basta uma comparação com o antigo modelo para verificar que elas cresceram bastante. Continuam invadindo a tampa do porta-malas, mas ganharam formato mais irregular como os faróis, além de ficarem avermelhadas. A tampa do porta-malas ganhou novo corte e ficou mais bojuda na parte inferior ao vidro. Os refletores instalados no pára-choque desceram ainda mais, ficando mais próximos do chão. Na minha opinião, a atual geração é mais atraente e tem estilo bastante moderno, sendo um pouco desnecessária a mudança.
O que move o FX é um 5 litros de oito cilindros que dá nome à versão - FX50. Ele gera 390 cv de potência máxima e torque de 51 kgfm. A transmissão é automática de sete velocidades e o utilitário-esportivo conta com tração integral inteligente. Há ainda rodas de alumínio - sempre pensando no baixo peso - de 21 polegadas, faróis e luzes auxiliares bi-Xenon , sistema de navegação com reprodução de DVDs, câmera para auxílio em manobras e equipamento de som da Bose.
O novo FX começa a ser mostrado esta semana, durante o Salão de Genebra. Porém, sua chegada às lojas do velho continente só acontecerá em outubro, apesar de pedidos já serem aceitos. Ele chega um pouco antes nos Estados Unidos, por volta do mês de junho. Além deste 5.0 V8, o FX contará com uma opção um pouco menos potente. Estima-se que seja o 3,7 litros V6 que começou a ser oferecido nas linhas G/G37 e EX/EX37. A chegada desta motorização acontecerá ainda este ano.
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