A injeção eletrônica de combustível está completando 20 anos de existência no mercado brasileiro. Há exatas duas décadas, o primeiro automóvel produzido no país com tal componente começou a ser vendido. A tecnologia subistituiu os carburadores e ajudou a reduzir o número de poluentes emitidos pelos veículos em até dez vezes. Além disso, a injeção eletrônica garantiu maior eficiência e durabilidade aos motores.
O primeiro sistema utilizado, em 1988, era conhecido como LE Jetronic. Desenvolvido pela Bosch, ele era oferecido no Volkswagen Gol GTi, o primeiro veículo nacional a oferecer a injeção eletrônica. O primeiro equipamento destas características era o D-Jetronic, criado pela Bosch em 1967, na Alemanha. Foi a primeira vez que um componente conseguia dosar precisamente a mistura ar-combustível, garantindo melhor aproveitamento e durabilidade aos motores.
A evolução do sistema no mercado nacional continuou. Desde o final da década de 1980, a Bosch conta com o Laboratório de Emissões Veiculares, em sua sede, na cidade de Campinas (SP), onde testa tecnologias ligadas a este tipo de equipamento. Em 1992, tiveram início os estudos para a aplicação do sistema bicombustível, que roda com álcool e/ou gasolina. Em 1994, ela equipou o Omega 2.0. Em 1993, foi desenvolvida a primeira injeção multiponto a álcool do mundo, batizada de M1.5.2. Posteriormente, também foi utilizada pelo Tempra Turbo, primeiro automóvel nacional com turbo e injeção eletrônica de produção em série.
Desde 2003, o sistema criado pela Bosch passou a equipar motores bicombustível, que consomem gasolina, álcool ou qualquer proporção de mistura entre ambos. Em 2006, a empresa alemã investiu 1 milhão de euros na atualização dos equipamentos do Laboratório de Emissões Veiculares, preparando seu centro para a fase L5 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, o Proconve.
Para o futuro, a Bosch testa a tecnologia TriFuel, que consome gasolina, álcool e gás natural veicular – GNV. Ela já foi utilizada pelo Chevrolet Astra Multipower anteriormente, mas contará com turbocompressor para garantir eficiência. Ela é diferente do sistema adotado pelo Siena TetraFuel, desenvolvido pela Magnetti Marelli. Outra grande novidade é a partida a frio dos motores bicombustíveis que utilizará um sistema de aquecimento do combustível nos bicos injetores, aposetando os reservatórios localizados no cofre do motor.
Atualmente, a Bosch oferece aproximadamente 3 mil componentes relacionados ao sistema de injeção de combustível no Brasil.
Escrito por Matheus Q. Pera
Escrito por Matheus Q. Pera
Escrito por Matheus Q. Pera