Quando anunciou seu projeto, Ratan Tata, presidente do grupo que leva seu sobrenome, garantiu que era viável de se fabricar um veículo com custo de US$ 2,5 mil. Porém, a produção do Nano, que será feita na Índia, enfrenta difíceis obstáculos. De acordo com informações da agência El Mundo Motor, a Tata Motors necessita de gastos reduzidos com mão-de-obra para viabilizar a fabricação do modelo, mas imprevistos não têm contribuído para a conclusão da preparação da linha de montagem.
Como necessita de um custo de mão-de-obra quase nulo, a Tata escolheu a região de Kolhata, capital do estado de Bengala Ociental para produzir o modelo. Porém, inundações têm atrapalhado na adaptação das linhas de produção e alguns atrasos elevaram os custos do projeto para cerca de 310 milhões de euros. A nova planta, construída em uma área de 400 hectares, tinha previsão de dar inicio às atividades entre julho e agosto, para que os primeiros modelos estivessem prontos para o lançamento oficial, em outubro deste ano.
Mas, para desespero de Ratan Tata, protestos de agricultores e pequnos proprietários da região contra a utilização de algumas áreas antes ocupadas (expropriação) para o funcionamento da planta ameaçam a chegada do modelo às lojas. Para que a fábrica fosse erguida, alguns agricultores ficaram sem as terras onde cultivavam alimentos. Pode ser que os protestos não atrapalhem o lançamento do modelo, mas arranhar a imagem da marca pode ser inevitável.