A fabricante de esportivos Porsche rejeitou a proposta do Grupo de Volkswagen de fusão. Na oferta do conglomerado alemão, a empresa de Stuttgart teria de vender metade de seu capital, considerado impraticável pela marca do Fusca. Um porta-voz da Porsche teria dito que é inaceitável a companhia vender 49,9% de suas ações à Volkswagen para que esta a ajude a sair da má situação financeira em que se encontra.
O porém é que a Porsche não está em condições de fazer exigências, nem mesmo do que se deve ou não fazer. Afinal, a empresa, que até o início deste ano era a mais rentável do mundo automotivo, quase pediu concordata no fim de março. O porta-voz da empresa, no entanto, explicou que a Porsche não pode aceitar esta manobra, pois teria de devolver de imediato um crédito de 10,75 bilhões de euros, equivalente a R$ 30 milhões, concedido por um consórcio bancário. A marca alemã não teria condições de quitar esta dívida.
A revista alemã Der Spiegel noticiou que a Volkswagen poderia pagar entre 3 e 4 bilhões de euros por metade da Porsche, bem abaixo do que a marca espera. Haveria ainda a participação do emirado do Catar na compra de ações, antes da fusão ser concretizada.
Caso a negociação seja concluída, as famílias Porsche e Piëch, herdeiras do fundador da marca, Ferdinand Porsche, controlariam 40% do capital do novo conglomerado. O governo do estado alemão da Baixa Saxônia teria poder sobre 20% das ações, enquanto o Catar ficaria com15%.
