O secretario de estado britânico, Lord Mandelson, comunicou que o departamento de investigação de fraudes graves do Reino Unido estudará as operações tomadas pelos executivos da MG-Rover antes da empresa entrar em concordata. O órgão pretende verificar os movimentos econômicos da companhia para averiguar se houve ou não algum tipo de fraude no fechamento da empresa. No processo de falência da dupla inglesa, que durou quatro anos, o governo local gastou 16 milhões de libras (equivalente a R$ 60 milhões).
O estudo será feito para comprovar se os gastos foram maiores do que se fazia necessário, algo que levantou suspeitas na época. Naquela ocasião, a MG-Rover foi vendida pela BMW à Phoenix Four, uma empresa de capital de risco, por simbólicas 10 libras. Esta companhia teria pago milhões de euros em salários como mais-valias aos colaboradores, embora a empresa estivesse cada vez mais afundada em dívidas.
Para resgatar a imagem das fabricantes inglesas, o governo local injetou dinheiro, a fim de evitar a falência da dupla. Agora especula-se que os recursos investido em 2005 tenham acabado com os proprietários da Phoenix – e não para salvar MG e Rover.
As intenções oficiais, que parecem ser mais do que o dito pela imprensa europeia, não foram definidas. No entanto, o jornal The Financial Times questiona os motivos de o governo britânico levar quatro anos para investigar a Phoenix. Estranho, não?
