O governante do estado alemão de Hesse, que abriga a sede da Opel, Roland Koch, considerou “inaceitável” o plano de operação apresentado pela General Motors. Nele, a gigante americana afirma sua meta de demitir 2,5 mil operários. De acordo com Koch, o projeto da Magna International, favorita para assumir as operações da Opel, cortaria no máximo 1.600 empregos na planta de Russelheim até 2014.
Koch se mostrou indignado com a proposta da GM, principalmente após o presidente do conglomerado para a Europa, Nick Reilly, divulgar que os planos seriam semelhantes aos formulados pela Magna. No entanto, a quantidade de demissões aumentou consideravelmente. “Esperamos que a GM siga de forma fiel o conceito [do plano da Magna] e esclareça que os boatos publicados pela imprensa não condizem à realidade”, comunicou. Vale lembrar que os planos da Magna já haviam sido aprovados pelo governo da Alemanha.
A Opel é atualmente uma das empresas com o maior número de colaboradores no estado de Hesse, enquanto Koch foi crucial para que a marca obtivesse empréstimos para se manter em operação. O governante havia participado ativamente das negociações de venda da Opel para a Magna.
Com a manutenção do comando da Opel pela GM, tudo indica que os planos de cortar até 9 mil empregos em toda a Europa sejam mantidos. Destes, de 50% a 60% seriam retirados da Alemanha, principalmente de Hesse. Com a medida, até mesmo as operações da Opel na Bélgica podem ser comprometidas.
