Bugatti apresenta Chiron, o sucessor do Veyron


Bugatti Chiron 2017 - 00Está pronto o substituto do mais veloz carro de produção em série, Veyron. Ele atende pelo nome Chiron e chega para aproveitar o legado do irmão mais antigo a fim de dar mais uma década de holofotes à Bugatti. O cupê chega com nada menos que 1.500 cv, 300 cv a mais que o antecessor, e a promessa de ter produzidas 500 unidades, volume de 50 exemplares frente ao superesportivo que o antecede, ao preço de € 2,4 milhões cada (hoje R$ 11 milhões). Ele tem presença garantida no Salão de Genebra.

Bugatti Chiron 2017 - 06Esteticamente, o Chiron se mostra uma evolução estética do Veyron. Ele herda as proporções e alguns traços como as tomadas de ar laterais, a grade em formato de ferradura destacada na dianteira, a cobertura transparente do motor e as superfícies marcadas. Mas há soluções próprias, como os quatro faróis separados em LED, as lanternas unidades e a enorme saída de escape. O habitáculo mantém o alto padrão de acabamento, com predominância de couro e alumínio, destacando-se o quadro de instrumentos com duas telas laterais e o velocímetro central marcando até 500 km/h.

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EVOLUÇÃO TÉCNICA

A Bugatti destaca uma série de avanços do Chiron em relação ao Veyron. Começaremos pelo motor. A base é o 8.0 W16 usado até então, mas revisto para entregar 300 cv a mais: ele totaliza nada menos que 1.500 cv. O torque chega a 163,3 kgfm. A marca afirma que todos os seus componentes foram reprojetados ou ligeiramente alterados, reduzindo o peso e o atrito e melhorando a exaustão. Internamente, foram empegados materiais como fibra de carbono e titânio. Ele soma 32 bicos injetores (dois para cada câmara), quatro turbos com operação em duplo estágio (dois só se ativam depois das 3.200 rpm) e seis escapes: quatro na traseira e dois na parte inferior da carroceria.

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Para comandar esse propulsor tão forte, a Bugatti desenvolveu uma transmissão exclusiva de dupla embreagem e sete marchas. Ela é rígida o suficiente para suportar tamanha energia, atuando junto de um diferencial por eixo, que o deixa com tração integral permanente. Esse conjunto todo permite que o Chiron acelere de 0 a 100 km/h em 2,4 segundos (0,5 s menos que o Veyron), chegando a 200 km/h em 6,5 s e a 300 km/h em 13,5 segundos (3 s à frente do antecessor). A máxima é limitada a 420 km/h “para as ruas”, diz a montadora. Ou seja: dá pra ir além nas pistas.

No entorno desse coração nervoso, o Chiron adota uma estrutura monobloco rígida, ao nível dos carros da categoria LMP1 de endurance. Construído em fibra de carbono, ela se destaca por ser o primeiro a usar o material também na estrutura da traseira, deixando o novo modelo 8 kg mais leve que o Veyron. A Bugatti afirma que ela leva quatro semanas para ser concluída. O mesmo material é aplicado na carroceria, que se sustenta sobre rodas de 20 polegadas (285/30) na dianteira e aro 21″ (355/25) na traseira. Elas foram testadas em um simuladores aeroespaciais, suportando torque de mais de 500 kgfm cada. Os pneus são Michelin e ajudam a esconder os discos de freio de carbono e silício com pinças de alumínio. A modulação segue parâmetros vistos na Fórmula 1.

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Pela primeira vez, um Bugatti faz uso de um chassi adaptativo, com cinco programas de atuação. No modo “Lift”, o carro se prepara para ser carregado (como no caminho de trackdays e autódromos) ou para passar por lombadas, por exemplo. Quando se ultrapassa a velocidade de 50 km/h, automaticamente a operação vai para o “EB Auto”, que deixa o esportivo mais confortável e ágil, alterando a atuação dos amortecedores, do diferencial, dos componentes aerodinâmicos, dos freios, entre outros.

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Ao ser superada a faixa dos 180 km/h, entra em cena o modo “Autobahn”, alterando direção, suspensão, acelerador e freios para altas velocidades em rodovias. Já o Handling pode ser acionado (os demais também, por um seletor no volante) para entregar o máximo desempenho, com recomendação para as pistas. Como o EB Auto e o Autobahn, ele tem velocidade máxima de 380 km/h. Para poder chegar aos 420 km/h, há a opção Top Speed, ativada manualmente por uma segunda chave. Sua atuação depende da eletrônica do carro, que precisa considerar que todos os sistemas relevantes de segurança estejam operando normalmente.

Oficialmente, a Bugatti afirma que o velocímetro a 500 km/h é apenas para impressionar, mas a imprensa europeia trata como certa a oferta futura de um pacote de desempenho ou mesmo uma atualização que belisque os 450 km/h.

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O NOME

Apesar de Veyron ser apontado na Ásia, por algumas culturas, como a divindade do amor e da beleza e Chiron, na mitologia grega, ser um sábio centauro (misto de cavalo e humano), os nomes não estão ligados diretamente a tais origens. Pierre Veyron venceu as 24 Horas de Le Mans de 1939 com um Bugatti e foi homenageado com o superesportivo de antes. Já Louis Chiron começou a correr pela italiana nos anos 1920 e se tornou um dos nomes fortes do automobilismo francês. Nascido em Mônaco, foi também diretor do GP de Fórmula 1 do principado.

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