Volkswagen detalha plano Transform+ para mudar imagem global


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Como o ALL THE CARS publicou recentemente, o escândalo dos motores fraudulentos, conhecido como Dieselgate (leia aqui), transformou a realidade do Grupo Volkswagen. A companhia terá de indenizar e reparar/recomprar os veículos dos clientes lesados nos Estados Unidos (leia aqui) e pagar multa ao governo local (leia aqui), deixará de investir em competições como Mundial de Rali (WRC) (leia aqui) e Mundial de Endurance (WEC) (leia aqui) e demitirá cerca de 30 mil pessoas em nível global (leia aqui). Ela também deixará de oferecer propulsores a diesel no Tio Sam (leia aqui). O caso que manchou a imagem da empresa foi o estopim para a criação de um novo plano estratégico – neste caso, frise-se, diz somente à marca e não ao conglomerado. Chamado Transform+ 2025, ele prevê uma série de medidas em favor de tecnologias limpas de propulsão e reestruturação das operações em quase todos os níveis. Curiosamente, o Brasil não é citado neste projeto de mudança, aparecendo apenas em uma vaga menção à “América do Sul”.

Em todo o comunicado, nenhuma vez a Volkswagen menciona o Dieselgate ou os motores a diesel. A mensagem oculta é clara: este tipo de propulsão não deve ter mais espaço na marca, outrora referência nesse assunto. A empresa menciona o fim de modelos com baixo volume de vendas, que lhe permitirá economizar cerca de 2,5 bilhões de euros. Estes recursos serão destinados ao desenvolvimento de veículos elétricos. Esse segmento, hoje liderado pela Renault-Nissan, é a nova aposta dos alemães: a meta é liderá-lo somente com a marca VW. O plano, reforça-se, só diz respeito à subsidiária e não a todo o conglomerado.

Volkswagen Budd-e Concept 3A Volks também não fala sobre as demissões já anunciadas. No entanto, afirma que entre as metas está a ampliação da rentabilidade. Atualmente rondando os 2%, o percentual de lucro deve subir para 4% até 2020 e alcançar 6% em 2025. Para tanto, serviços adicionais devem passar a ser cobrados, como aqueles ligados a aplicativos de smartphones, que permitem localizar o veículo, monitorar sua rodagem nas mãos de manobristas, entre outros.

Também ajudarão nesse sentido, é claro, os elétricos. A VW afirma que vai produzi-los em América, Ásia e Europa. Por ora, sua aposta é no e-Golf (leia aqui), mas uma série de outros veículos deve surgir com base em uma plataforma dedicada, chamada MEB. Outra meta: vender um milhão de carros movidos a eletricidade em 2025. É o mesmo volume de emplacamentos de híbridos recarregáveis e elétricos registrados em 2015 em todo o mundo.

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Além dos elétricos, a empresa quer reforçar sua posição como marca “semi-premium” que tem em Europa e China. Nos Estados Unidos, quer se mostrar mais próxima da realidade local, contando com o grandalhão Altas (leia aqui), sedãs grandes e uma maior variedade de crossovers. O Brasil aparece na parte que diz que “Índia, Rússia e América do Sul” terão como foco os “segmentos econômicos”, deixando claro que a marca continuará a apostar nas famílias de populares para ganhar mercado por aqui.

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