Agora? Congresso sinaliza liberar carros a diesel no Brasil


Volkswagen Golf GTD 2013 -01

Enquanto o mundo discute proibir a circulação de carros a diesel (leia aqui), principalmente após o escândalo dos motores fraudulentos do Grupo Volkswagen conhecido como Dieselgate (leia aqui), o Brasil pode voltar a permitir sua rodagem. Teoricamente banidos de veículos de passeio há quatro décadas – teoricamente pois algumas exigências podem ser cumpridas por eles, como é o caso do Jeep Renegade -, os propulsores alimentados pelo óleo têm chance de equipar automóveis tupiniquins em um futuro próximo. É o que discute atualmente o Congresso Nacional.

Atualmente, há dois Projetos de Lei em favor da liberação de carros a diesel tramitando na Câmara dos Deputados. O PL 1013/11 prevê a liberação da fabricação e venda de utilitários de porte médio com peso bruto superior a 1.000 kg equipados com tais propulsores. O PL 2733/11, baseado no primeiro, trata da abertura total do mercado para estes motores. Ambos datados de 2011, como consta em seus códigos, os projetos estão em fase final de discussão e devem ir direto ao Senado, sem precisar passar por votação no plenário. Ainda é cedo, pois precisariam voltar à Câmara para depois serem sancionados pelo Presidente, mas há um movimento favorável a esta decisão.

Enquanto os PL são discutidos, há o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 84/2015, criado pelo senador Benedito de Lira (PP-AL). Sem precisar da sanção do executivo, ele prevê a sustação dos “atos normativos Poder Executivo que impedem a utilização de veículos de passeio movidos a óleo diesel”. Ou seja: derruba a portaria que proíbe os automóveis a diesel, datada de 1994. Lira justifica o PDL dizendo que “os motores movidos a óleo diesel passaram por profundos avanços que os tornaram mais econômicos, menos poluentes, mais silenciosos, e com maior potência”.

A POLÊMICA

A liberação dos carros a diesel era uma das medidas que a editoria do ALL THE CARS sempre defendeu. Justamente pela evolução dos propulsores deste ciclo, com redução em consumo e emissões, o Brasil ficava sem uma opção extra de motorização – e ainda é o único país do mundo a proibi-la para automóveis.

Por outro lado, as vozes contrárias à liberação ganharam força, especialmente com a eclosão do Dieselgate. O fato de haver dispositivos que fraudavam os testes de emissões para homologação pesa contra estes motores. Além disso, argumenta-se que eles são mais caros que similares a gasolina e tem perdido espaço inclusive em mercados onde antes tinham boa procura, como a Argentina. Para completar, pela maior demanda nos postos, eles poderiam causar o aumento do preço do óleo diesel, resultando também em alta de preços para serviços de transporte público e logística.

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