Em crise, indústria da Venezuela vive pior ano da história


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Em crise financeira acentuada há anos, a Venezuela atingiu o fundo do poço em 2016. Com escassez de alimentos, instabilidade política e inflação altíssima, o país viu a indústria automotiva minguar. Entre janeiro e novembro do último ano, as plantas que lá operam produziram 2.768 veículos, segundo a associação de montadoras local, sendo 2.253 apenas da Ford. É o menor volume desde 1962, quando se iniciou a fabricação de automóveis naquela nação.

A situação caótica de 2016 foi reforçada no final do ano: a Ford, líder disparada na montagem local, anunciou a interrupção temporária de atividades no país. Ao menos até abril de 2017, sua fábrica em Valencia ficará fechada, com risco de encerrar de vez as operações em junho. Lá ela faz os modelos Fiesta, F-250, F-350 e Cargo (caminhão). Já a FCA prometeu montar mais 600 veículos até deixar de vez a Venezuela. Por lá, vendia o Fiat Siena EL como Dodge Forza (acima).

Ford New Fiesta Sedan 2013 01O cenário fica ainda mais desesperador se comparado à situação de 2007. Há exatos dez anos, a Venezuela produziu 170 mil veículos, sendo um dos mais fortes exportadores da América do Sul. Muito disso se devia à fartura econômica garantida pelo dinheiro gerado com o petróleo vendido ao exterior. O panorama era peculiar: o comprador de um carro conseguia até revendê-lo mais caro, por conta da procura maior que a oferta.

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