Especulado no Brasil, Toyota Yaris ganha retoque na Europa


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Não foram poucas as vezes que o Yaris teve seu lançamento ventilado no Brasil. Algumas unidades até foram flagradas, em sua geração anterior, rodando por solo tupiniquim, mas a Toyota nunca confirmou os planos. Em vez disso, optou pelo Etios, mais em conta. Na Europa, a japonesa faz uma renovação na terceira geração do compacto, apresentada por lá em 2011 e que difere do Yaris tailandês (leia aqui), outro especulado por aqui. Ele ganha atualizações estéticas e novos equipamentos, mas também tem novidade na motorização. Ele segue distante do mercado brasileiro.

Visualmente, a evolução do Yaris está na perda do visual carregado do hatch vendido até então, reestilizado em 2014 (leia aqui). Agora ele exibe uma tomada de ar única, dando fim à “pesada” grade com frisos que invadiam os faróis e tentavam emular um “X” na dianteira. Os conjuntos ópticos ganham fileiras de LED para iluminação diurna em composição mais moderna e as luzes de neblina têm a companhia de frisos cromados verticais. Nas laterais, o compacto pouco muda, atualizando as rodas. A traseira é a área que ganha de fato um ar de reformulação, agora com lanternas horizontais invadindo a tampa do porta-malas e cobertura do bagageiro mais limpa. Acompanhando a tendência do mercado, ele pode contar com pintura em dois tons.

toyota-yaris-2017-02Por dentro, as mudanças são bem mais sutis. As novidades mais importantes são o quadro de instrumentos com visor central para o computador de bordo e os difusores de ar das extremidades, circulares, com acabamento menos espartano. Os detalhes prateados deram lugar aos pintados em preto brilhante. Em termos de equipamentos, a Toyota ressalta a adoção de itens como alerta de mudança involuntária de faixa, leitor de sinais de tráfego, acionamento automático do farol alto e frenagem autônoma de emergência.

toyota-yaris-2017-03Mecanicamente, o destaque do Yaris 2017 fica para o novo motor 1.5 16v, que tem a mesma cilindrada do 1.5 usado no Etios brasileiro (1.496 cm³). Também com quatro cilindros, ele consome apenas gasolina e entrega 111 cv e 13,9 kgfm, contra os 102/107 cv e 14,3/14,7 kgfm (gasolina/etanol) do flex tupiniquim. Por lá, ele substitui o 1.33 de 99 cv, prometendo ser até 12% mais eficiente e melhorando o desempenho, com aceleração de zero a 100 km/h cumprida em 11 segundos e retomada de 80 a 120 km/h em quinta em 17,6 s – o antecessor registrou 11,8 e 18,8 s, respectivamente. Para atender à legislação ambiental europeia, ele altera o ciclo de combustão entre Otto e Atkinson, este último focado na eficiência energética. O desenvolvimento deste propulsor consumiu 150 milhões de euros, incluindo a adaptação da fábrica da empresa na Polônia para sua produção.

Curiosamente, a Toyota nada falou sobre o restante da gama, nem mesmo sobre a versão híbrida, responsável por 40% dos 208 mil exemplares do Yaris vendidos na Europa em 2016. Aparentemente, ele não muda. Todos continuam em produção na fábrica de Valenciennes, na França, responsável pela montagem do compacto desde 2001. A marca destaca que as mudanças chegarão posteriormente à variação japonesa, comercializada como Vitz. Ao todo, foram alteradas mais de 900 peças, tendo custado 90 milhões de euros.

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