Ghosn anuncia saída da Nissan


Responsável por tirar Renault e Nissan do vermelho, missões que lhe renderam os apelidos de “matador de custos” e “sr. conserto”, Carlos Ghosn anunciou que vai deixar o cargo de CEO da companhia japonesa. Após quase duas décadas à frente da gigante asiática, ele abre mão dessa função para presidir a Mitsubishi, recém-adquirida pela aliança nipo-francesa. Assim, ele segue como presidente do conselho gestor da empresa, apenas tendo mais tempo para se dedicar à reformulação da nova subsidiária.

Ghosn já havia sido anunciado como presidente da Mitsubishi em dezembro de 2016 (leia aqui). Ele foi nomeado para o cargo após liderar a aquisição de 34% das ações da marca dos diamantes por parte da Renault-Nissan. A tarefa não é das mais simples: além de tirar a companhia do vermelho e reestruturá-la, como fez com as duas que hoje comanda, o brasileiro terá também de apagar a má reputação causada pela fraude nos testes de homologação de consumo no Japão. Os antigos executivos da Mitsubishi admitiram que os carros da marca burlavam os ensaios desde 1991.

Ghosn deixa o cargo oficialmente no dia 1º de abril, quando se inicia o novo ano fiscal da Nissan. Quem assume o cargo é Hiroto Saikawa, posicionado imediatamente abaixo do brasileiro na hierarquia atual da companhia nipônica. O futuro CEO trabalha na empresa desde 1977 e tem vasta experiência no comando das atividades da empresa em vários mercados globais.

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