PSA oficializa compra de Opel e Vauxhall


O que parecia apenas mais uma especulação (leia aqui) acabou por se tornar realidade. A PSA Peugeot Citroën anunciou a aquisição das marcas Opel e Vauxhall, que faziam a operação da General Motors na Europa. As duas gigantes confirmaram o acordo, que envolve cifras próximas de € 2,2 bilhões, equivalente hoje a R$ 7,26 bilhões. A negociação dá fim às operações da gigante americana no Velho Mundo e cria o segundo maior conglomerado automotivo do continente europeu, atrás somente do Grupo Volkswagen.

Dos € 2,2 bilhões negociados, € 1,3 bilhão dizem respeito a Opel e Vauxhall. Os € 900 milhões restantes compreendem a divisão de crédito, GM Financial, adquirida junto com o banco BNP Paribas. O acordo prevê que a PSA siga fornecendo veículos para Buick e Holden por algum tempo – o prazo de parceria não foi revelado. A gama será mantida enquanto os produtos continuarem alinhados ao mercado, sendo substituídos com os avanços comuns das marcas e também de Citroën e Peugeot nos próximos anos.

Em termos de estrutura, a GM fica apenas com a divisão de desenvolvimento técnico sediada em Turim, na Itália. Assim, todo o resto será repassado à PSA: seis fábricas, a área de pesquisa de Rüsselsheim na Alemanha, as cinco plantas de autopeças e os mais de 40 mil funcionários em toda a Europa. Os franceses acreditam que Opel e Vauxhall renderão lucro proporcional a 2% das vendas a partir de 2020. A GM, que registra prejuízo com as duas marcas há quase duas décadas, esperava tal retorno para 2018.

O negócio concretiza ainda o fim da atuação da General Motors na Europa. Dona da Opel desde 1925, ela havia reestruturado suas operações locais após a crise de 2009, dando fim às atividades da Chevrolet na região. Agora, fica sem uma marca generalista para dar volume em um mercado que produziu mais de 20 milhões de veículos em 2016. Além disso, as vendas das duas empresas representavam bastante no volume total da GM, tornando-a uma das maiores fabricantes de veículos do mundo – ela fora líder justamente até 2009.

Carlos Tavares (PSA), Mary Barra (GM) e Karl-Thomas Neumann (Opel)

A saída da gigante de Detroit da Europa foi revelada pela CEO Mary Barra. Segundo ela, a companhia passará a focar suas atividades em Estados Unidos e China, buscando a máxima rentabilidade. “Foi uma decisão bastante difícil, mas acreditamos que estamos no caminho certo”, disse. CEO da PSA, o português Carlos Tavares se mostrou otimista. “Estamos criando um campeão automotivo europeu e certamente vamos aproveitar ao máximo o potencial de Opel e Vauxhall”, apontou. Ele garantiu que os atuais empregos serão mantidos e que haverá total respeito à identidade das marcas.

O futuro de alguns produtos e fábricas, porém, é uma incógnita. Com a incorporação das empresas, a PSA terá ao menos 21 unidades fabris. Certamente, a capacidade fabril excedente terá de ser contida, o que resultará no fechamento de algumas plantas. Quanto aos produtos, Opel/Vauxhall, Citroën e Peugeot disputam praticamente o mesmo mercado. Se com as duas francesas já havia forte canibalização, a chegada de uma nova subsidiária generalista pode causar mais alterações. No segmento B europeu, por exemplo, a companhia terá em oferta o Corsa, o C3 e o 208, todos disputando o mesmo público.

Aguardemos os próximos capítulos…

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