F1 2017: Análise das Escuderias


Quem se candidata a enfrentar a dominante Mercedes?

A temporada deste ano da Fórmula 1 promete ser uma das mais imprevisíveis, ao menos em suas primeiras etapas. Isso porque há uma grande reformulação no regulamento: alteraram-se as medidas dos monopostos, as larguras dos pneus dianteiro e traseiro e o sistema de desenvolvimento de motores, que perdeu o controle por tokens – ainda bem! Ainda assim, o ALL THE CARS, com base em resultados de pré-temporada, entrevistas e informações de bastidores, elabora uma análise das equipes para a F1 2017. Confira abaixo, pela ordem de classificação do campeonato passado, o que esperamos de cada time.

  • Mercedes-AMG Petronas

As flechas de prata são francas favoritas. Dominando a Fórmula 1 desde 2014, a Mercedes segue com potencial para continuar na dianteira. Ainda que haja mudanças no regulamento, tudo indica que seu motor continua sendo o de melhor rendimento e maior confiabilidade do grid. Aliado a esse fator, a equipe tem ao volante o inglês Lewis Hamilton, bicampeão com ela e piloto mais vitorioso de 2016, e o finlandês Valtteri Bottas, um dos talentos mais assediados desde que apareceu na Williams. Favorita ao título.

  • Red Bull Racing

Dominadora entre os anos de 2010 e 2013, quando conquistou o tetracampeonato de Pilotos e Construtores, a Red Bull vem em uma crescente. A escuderia austríaca fez dois anos pífios, mas conseguiu se recuperar bem em 2016, conquistando duas vitórias – as únicas que não da Mercedes – e consolidando o segundo lugar. Um dos trunfos pode ser o motor Renault, rebatizado como TAG Heuer, que melhorou bastante de rendimento no ano passado. Caso continue nesta crescente, pode fazer os touros alados brigarem pelo título. O time também tem bons pilotos: o risonho australiano Daniel Ricciardo e o talentoso e ousado holandês Max Verstappen. Briga por vitórias.

  • Scuderia Ferrari

O ano de 2016 foi muito pouco para a Ferrari. Após conquistar vitórias em 2015, a italiana esperava brigar com a Mercedes no ano passado, mas ficou muito distante de seu objetivo. Nos testes de pré-temporada, no entanto, surpreendeu muita gente pela força e durabilidade do novo propulsor, o que pode ajudar bastante na missão de voltar a ser campeã. Pode sofrer com um corpo técnico inexperiente, que tradicionalmente não faz sucesso em mudanças bruscas no time de Maranello. Conta com o tetracampeão Sebastian Vettel, que deve acalmar os ânimos e voltar a se concentrar nas pistas, e o consistente Kimi Raikkonen em seus monopostos. Também deve brigar por vitórias.

  • Sahara Force India

Única equipe de origem asiática, a Force India surpreendeu muita gente ao terminar 2016 na quarta posição de construtores. O carro bem acertado, aliado ao confiável motor Mercedes, permitiu ao time indiano fazer ótimas apresentações. Para 2017, a escuderia afirma ter mantido conceitos do ano passado, ainda que muitas regras tenham mudado. Também chama atenção o belo tom rosa do monoposto. Atrás de um dos volantes estará o já experiente e sólido Sergio Perez, sétimo em 2016, e o jovem promissor Esteban Ocon, que disputou meia temporada pela extinta Manor. Promete lutar por pódios.

  • Martini Williams Racing

Bem aquém de 2015, quando ficou com o terceiro lugar, a Williams tentará se recuperar de um ano de instabilidade. No entanto, é considerada uma incógnita. O belo monoposto não tem linhas ousadas, o que pode ser um diferencial, e seu motor Mercedes promete ficar alinhado com o da escuderia alemã. No entanto, ter apenas o propulsor como força é pouco para a temporada 2017. Além disso, o time inglês teve de tirar às pressas Felipe Massa da aposentadoria, ao ver Bottas ser chamado à Mercedes, e pode sofrer com a inexperiência do canadense Lance Stroll, de 18 anos, que bateu o carro duas vezes em três dias na pré-temporada. A expectativa é ficar novamente no meio da tabela.

  • McLaren Honda

Outra equipe ainda distante dos áureos tempos, a McLaren vem em uma crescente. Em 2016, chegou à sexta posição entre construtores mesmo com um carro pouco confiável. O problema é que a pré-temporada deste ano mostrou que pouca coisa mudou. O monoposto, dizem seus técnicos, tem um chassi acertado, mas o motor Honda segue pouco confiável. Nos testes, precisou ser reparado várias vezes, causando atrasos e cancelamentos. Décimo entre os pilotos em 2016, Fernando Alonso é quem pode extrair mais do veículo, caso sua paciência permita. Ao seu lado, o belga Stoffel Vandoorne, com uma corrida disputada e um ponto conquistado, pode ter o conhecimento que, por exemplo, Stroll (leia acima) não tem. Também deve ficar no meio da tabela, no final da zona de pontuação.

  • Scuderia Toro Rosso

Ao apresentar o – provavelmente – carro mais bonito de 2017, a Toro Rosso se mostrou bastante otimista. Com um forte trabalho de engenharia, seus diretores afirmam que esse deve ser o melhor ano da equipe italiana desde sua incursão na F1, em 2006. Segundo eles, a aerodinâmica foi a mais bem acertada de sua história. De quebra, a escuderia voltou a usar o motor Renault, que mostrou bom rendimento em 2016 como TAG Heuer na Red Bull. A equipe segue apostando no espanhol Carlos Sainz Jr e no russo Daniil Kvyat para conduzi-la aos lugares mais altos. Deve ficar no meio do pelotão, mas não se surpreenda se os monopostos chegarem perto do pódio.

  • Haas

A estreante americana começou bem a temporada 2016, ao emplacar um quinto e um sexto lugares com Romain Grosjean nas duas primeiras etapas. No entanto, o carro perdeu rendimento ao longo do ano e alguns rivais conseguiram evoluir. Nas outras 19 provas, ela pontuaria apenas em mais três, todas com o piloto francês. Para este ano, a promessa é brigar mais competitivamente. Após ter sua primeira experiência, a equipe brigará para se consolidar, tendo um monoposto totalmente diferente – aliás, ficaram os pedais apenas, segundo o time – desenhado pela Dallara. Motor e sistemas auxiliares seguem vindo da Ferrari, o que pode ser um alento. Outra boa notícia é a manutenção de Grosjean e a contratação do dinamarquês Kevin Magnussen, ex-Renault e McLaren, para o lugar de Esteban Gutierrez. Deve marcar alguns pontos, mas provavelmente ficará perto do fim da fila.

  • Renault

Tal qual a Haas, a Renault busca se consolidar após uma temporada de reaprendizagem. O time francês mostrou um motor mais confiável e de bom rendimento, mas o chassi de 2016 não trouxe bons resultados. O corpo técnico acredita ter melhorado bastante o acerto no carro de 2017, principalmente com as mudanças exigidas pelo regulamento. Para tentar obter melhor rendimento, trouxe da Force India o alemão Nico Hulkenberg, promessa nunca cumprida da F1, mas manteve o jovem Jolyon Palmer, que teve desempenho bastante fraco em seu ano de estreia. Deve brigar por pontos.

  • Sauber

Antigamente uma força intermediária – e até lutando por vitórias com a BMW em 2007 -, a Sauber tem ocupado os últimos lugares na Fórmula 1. Em 2016, só não ficou na posição derradeira graças aos dois pontos de Felipe Nasr no GP do Brasil. Nem isso, porém, salvou o emprego do piloto brasiliense. Ainda com uma incógnita de carro – que também tem bela pintura -, a equipe suíça recebe motores da Ferrari usados no ano passado, com defasagem em relação a este ano. Para representá-la, manteve o inconsistente Marcus Ericsson, com status de primeiro piloto, e o promissor Pascal Wehrlein, que pertence à Mercedes e anotou um ponto pela falida Manor em 2016. Deve continuar no fim da fila, com raras chances de pontuação.

RESUMO

Com todas essas considerações, nossas apostas ficam assim:
– Mercedes – Candidata ao título (1º ou 2º)
– Red Bull – Briga por vitórias (1º a 4º)
– Ferrari – Briga por vitórias (1º a 4º)
– Force India – Briga por pódios (3º a 6º)
– Williams – Zona de pontuação (4º a 8º)
– McLaren – Zona de pontuação (5º a 8º)
– Toro Rosso – Zona de pontuação (4º a 8º)
– Haas – Pontos esporádicos (6º a 10º)
– Renault – Pontos esporádicos (6º a 9º)
– Sauber – Fim da fila (9º ou 10º)

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