F1 2017: Análise dos Pilotos


Com o iminente início da temporada 2017 da Fórmula 1, o ALL THE CARS faz uma análise sobre os pilotos que disputarão a competição. Assim, pretendemos apontar quais as expectativas acerca de cada corredor. Para tanto, consideramos fatores como história recente na F1, qualidade da equipe (carro+motor), talento/potencial e, claro, a experiência no automobilismo. Fomos atrás de informações também na mídia internacional para observar forças e fraquezas de cada volante da F1 2017. Confira.

Lewis Hamilton (#44) Mercedes
O tricampeão Lewis Hamilton desponta como grande favorito a levar o Mundial de Pilotos da Fórmula 1 2017. Após ser vice em 2016, mesmo vencendo uma etapa a mais que o campeão Nico Rosberg, o inglês vem com fome de título para esta temporada, buscando seu tetracampeonato (2008, 14 e 15). E tem tudo para ser apontado como o que tem mais chances para isso: é talentoso, tem se mostrado menos suscetível à pressão e conta com o melhor carro do grid – não temos motivos para apontar outro time, por ora, à frente da Mercedes.

Valtteri Bottas (#77) Mercedes
Demonstrando talento desde sua estreia pela Williams, Bottas chegou às pressas para substituir Nico Rosberg, campeão em 2016 que anunciou sua aposentadoria poucos dias após conquistar o Mundial de Pilotos. O finlandês superou todos os seus companheiros pelo time inglês (Maldonado em 2013, Massa de 2014 até o ano passado), mantendo a tradição de seu país de gerar bons pilotos para a F1. Em sua segunda equipe, terá pela primeira vez o melhor carro do grid, aumentando as chances de título e também a pressão por resultados. Deve brigar com Hamilton pelo troféu.

Daniel Ricciardo (#3) Red Bull
Considerado um dos mais simpáticos do circo da F1, Daniel Ricciardo é um dos pilotos mais consistentes da categoria. Em 2016, foi o único a concluir todas as 21 etapas, ficando fora da zona de pontuação em apenas uma delas, com 11º lugar no GP da Rússia. Se mantiver o rendimento, o carro  acompanhar a evolução do regulamento e o motor TAG Heuer (Renault) continuar confiável, pode brigar pelo título.

Max Verstappen (#33) Red Bull
Marcado pelo perfil ousado e um tanto temperamental, Max Verstappen é uma das grandes promessas da Fórmula 1. Talentoso, mostrou-se uma joia a ser lapidada, que caminha para sua terceira temporada na categoria com boas chances de surpreender. Venceu a primeira das duas provas que a Red Bull ganhou em 2016, aproveitando-se do abandono duplo da Mercedes, e já deu mostrar que pode tentar tudo pela vitória. O excesso de ousadia, no entanto, pode pesar contra. Briga por triunfos, mas o título ainda está distante.

Sebastian Vettel (#5) Ferrari
Mais vitorioso da F1 atual, Sebastian Vettel se apoia no tetracampeonato e no inegável talento para tentar fazer a Ferrari voltar a vencer. Após um 2016 de abstinência, a escuderia promete um carro mais competitivo, com aerodinâmica acertada e motor confiável. Se isso se confirmar, a qualidade do alemão como piloto pode levá-lo de novo a brigar pelo campeonato.

Kimi Räikkönen (#7) Ferrari
Apesar de ser bom de braço, Kimi Räikkönen não está perto dos áureos tempos. Sexto em 2016, sofreu um pouco com o menor rendimento da Ferrari, mas foi ofuscado por Vettel. Apesar disso, fez um bom campeonato, embora pareça estar no time mais para “compor elenco”, como se diz no futebol, do que para buscar vitórias. Em 2017, deve seguir como figurante na escuderia, ocupando frequentemente a zona de pontuação. Briga por pódios.

Sergio Pérez (#11) Force India
Sergio Pérez é, certamente, uma grata surpresa da temporada 2016. Atrás apenas dos pilotos das três equipes de maior orçamento, o mexicano também conseguiu concluir todas as etapas no ano passado – ainda que em uma delas não tenha encerrado todo o traçado – e chegou ao pódio em duas oportunidades. Oscilou bastante no início, mas na segunda metade foi bem, pontuando nas últimas dez provas. Segue com status de primeiro piloto e a promessa de fazer uma temporada ainda melhor. Deve brigar pelo pódio.

Esteban Ocon (#31) Force India
Considerado uma promessa e com contrato com a Mercedes, Esteban Ocon chegou à Force India para ganhar experiência. Sendo piloto da academia alemã, ele ganhou o assento como parte do acordo de fornecimento de motores ao time asiático. Em 2016, cumpriu meia temporada pela extinta Manor, alcançando um 12º lugar no Brasil. Pode surpreender por estar em um carro mais competitivo, mas tudo indica que o francês apenas brigue por pontos.

Felipe Massa (#19) Williams
Após se aposentar ao final de 2016, Felipe Massa voltou ao circo devido à saída de Bottas para a Mercedes. Precisando de um veterano desenvolvedor de carros, a Williams chamou o brasileiro de volta. Sabe-se que o paulistano tem talento, mas o desempenho do monoposto inglês é uma incógnita, ainda mais com um companheiro de grid sem experiência. Deve somente brigar pela zona de pontuação.

Lance Stroll (#18) Williams
Estreante, o canadense de 18 anos não é estranho ao mundo do automobilismo: entre outros títulos, foi campeão da F3 europeia em 2016. No entanto, é certo que seu lugar foi mais garantido pelos recursos financeiros de seu pai do que pelo talento em si, ainda que tenha feito parte da academia da Ferrari de 2010 a 2015. Nos três primeiros dias de testes, bateu o carro duas vezes, mostrando que ainda precisa se acostumar com o equipamento. Deve penar bastante no começo e, provavelmente, sair feliz ao apenas marcar pontos.

Fernando Alonso (#14) McLaren
Considerado por muitos o mais talentoso da F1 atual, Alonso sofreu bastante em seus dois últimos campeonatos, ambos pela McLaren. O carro agora parece acertado, mas a equipe segue com problemas no motor Honda, que causou a suspensão dos treinos do time inglês na pré-temporada. Se o propulsor e o monoposto permitirem, ele briga por pontos e, com sorte, belisca um pódio. Em 2016, vale lembrar, foi quinto em duas provas.

Stoffel Vandoorne (#2) McLaren
Campeão da GP2 em 2015, Vandoorne conquistou sua vaga de titular com a aposentadoria de Jenson Button. O belga disputou uma prova em 2016, ao substituir Fernando Alonso no GP do Bahrein, e conquistou o primeiro ponto do time no ano. Tem talento, mas ainda falta experiência. Se o carro deixar, briga por pontos.

Carlos Sainz Jr. (#55) Toro Rosso
Filho do bicampeão do Mundial de Rali (WRC) Carlos Sainz, o espanhol vai para sua terceira temporada na Fórmula 1. Já experiente e demonstrando evolução, pode se aproveitar daquele que promete ser o melhor ano da Toro Rosso na categoria, como definiram seus dirigentes. Em 2016, começou a temporada promissor, mas caiu de rendimento na segunda metade, muito por causa do carro. Deve brigar por pontos.

Daniil Kvyat (#26) Toro Rosso
“Rebaixado” da Red Bull para seu antigo time em 2016, após quatro etapas, Kvyat parece ainda estar se adaptando à nova realidade. Fez a melhor volta logo na primeira prova com o novo time – enquanto seu substituto, Verstappen, venceu… -, mas pontuou apenas em três corridas. Vai para sua quinta temporada com a missão de se consolidar, ainda que tenha apenas 22 anos. Como Sainz, deve brigar por pontos, caso o carro confirme os prognósticos.

Romain Grosjean (#8) Haas
Único a pontuar pela Haas em 2016, o simpático Grosjean sofreu com a perda de rendimento do carro e principalmente do motor Ferrari, que não recebia todas as melhorias do propulsor usado pela equipe italiana. Agora, vai para a temporada de confirmação do time americano, que estreou no ano passado, podendo fazer bonito novamente. Porém, deve mesmo brigar pelos últimos lugares da zona de pontuação.

Kevin Magnussen (#20) Haas
Após somar apenas sete pontos na Renault, muito por causa do carro com rendimento fraco, o dinamarquês ganha chance em outra escuderia. Em 2014, pela McLaren, conquistou um segundo lugar, mas não teve consistência e acabou substituído por Alonso para 2015. Tem agora uma oportunidade para se consolidar, embora também dependa do acerto do carro para isso. Caso o monoposto da Haas permita, briga por pontos, mas vale lembrar que seu antecessor, Esteban Gutierrez, fechou 2016 sem pontuar.

Nico Hülkenberg (#27) Renault
Contratado junto à Force India para ser o primeiro piloto, Hulkenberg chega à Renault com status. Apesar de ter ficado atrás do companheiro Sergio Pérez na classificação, o alemão tem talento para fazer a francesa voltar a brigar por pontos. O lado negativo é que sua estrela parece um pouco apagada. Considerado uma promessa, ele ganhou destaque ao fazer a pole do GP do Brasil de 2010 com a Williams, que estava desde 2005 sem largar na frente, mas sempre ficou no “quase”. Aos 29, pode ter sua última grande chance de brilhar. Dependerá, novamente, do monoposto, mas deve brigar pela zona de pontuação.

Jolyon Palmer (#30) Renault
Campeão da GP2 em 2014, Jolyon Palmer ganhou uma vaga para testes na Lotus em 2015. Após a compra por parte da Renault, o inglês se tornou titular. No entanto, teve desempenho bastante modesto em sua primeira temporada. Já com 26 anos – para comparação, Magnussen tem 24 e Kvyat, 22 -, ele recebe outra chance de se firmar. A julgar por 2016, quando marcou apenas um ponto, a tendência é que ele melhore. Porém, deve ficar corriqueiramente fora da zona de pontuação.

Pascal Wehrlein (#94) Sauber
Membro da academia da Mercedes, Wehrlein é tratado como o próximo talento alemão. Campeão da DTM em 2015, aos 21 anos, ele foi para a extinta Manor em 2016, como parte do acordo de fornecimento de motores. E não fez feio: ainda que tenha batalhado muitas vezes para chegar até o fim com o carro, conquistou o único ponto do time, que quase o salvou da falência. Neste ano, chegou a ser cotado para o lugar de Rosberg, mas descartado pela inexperiência. Correrá pela Sauber, embora já tenha perdido os testes de pré-temporada após sofrer um acidente no evento da Corrida dos Campeões. Deve ficar no pelotão do fundo, com raras oportunidades de pontuar.

Marcus Ericsson (#9) Sauber
Único a disputar toda a temporada de 2016 e não pontuar a ficar para 2017 – Gutiérrez foi dispensado da Haas -, Ericsson ganhou nova chance graças aos patrocinadores. O sueco registrou um 11º lugar e três 12º. Para este ano, deve sofrer novamente: se o carro do ano passado era fraco, nesse ainda terá o motor Ferrari defasado para impulsioná-lo. A zona de pontuação também deve ser raridade para ele.

Anúncios

E VOCÊ, O QUE ACHOU DESTA NOTÍCIA?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s