Cetesb suspeita que VW manteve dispositivo fraudulento na Amarok


Ontem (27) você leu no ALL THE CARS que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) manteve a multa de R$ 50 milhões à Volkswagen por usar um dispositivo fraudador de testes no motor 2.0 a diesel da Amarok (leia aqui). O caso envolve exemplares das linhas 2011 e 2012, que foram reconhecidos pela montadora como veículos envolvidos no escândalo global Dieselgate (leia aqui). No entanto, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aponta agora que o caso brasileiro é mais profundo do que se pensava. A entidade afirma que unidades vendidas depois também podem ter burlado os ensaios de laboratório, o que elevaria o número de unidades envolvidas na fraude de 17.057 para 96.901. A informação foi veiculada pela revista AutoEsporte.

Originalmente, constatou-se que o 2.0 TDI da Amarok, da família EA189, trazia o dispositivo fraudulento, que reduzia as emissões do motor quando este era submetido a testes de homologação, apenas nas unidades 2011 e 2012. No ocasião, o Cetesb avaliou cinco exemplares do modelo, aferindo que havia mudança de comportamento nos ensaios de laboratório e nas ruas. Ao circular pelas vias, a picape emitia 1,1 g/km de óxidos de nitrogênio (NOx), acima do 1 g/km permitido pela norma L4 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), em vigor na época. Nas bancadas, o número baixava para 0,84 g/km. Com base nestes resultados, o Ibama decidiu multar a Volkswagen.

No entanto, o problema parece ter ido mais longe. A VW havia reconhecido o uso do dispositivo nos modelos 2011 e 12, mas informado que nada irregular acontecia com picapes vendida após esse período. O Cetesb, porém, submeteu a testes dois exemplares, das gamas 2014 e 15, quando entrou em vigor a norma L6 do Proconve, limitando a poluição a 0,35 g/km. Fora do laboratório, uma das picapes chegou a emitir 16 vezes mais NOx que o permitido – ou 5,6 g/km. O relatório diz que “os níveis de grandezas foram muito superiores nos três ensaios padronizados no laboratório, o que pode sugerir a existência de algum item de ação indesejável”, indicando o uso de dispositivo para burlar os testes. Porém, faz uma ressalva: faz-se necessária uma série de outros ensaios para confirmar a fraude. Caso ela seja verdadeira, é provável que todas as Amarok comercializadas no Brasil tenham de passar por recall, o que afetaria 96.091 veículos licenciados no País desde o lançamento do modelo.

Deste modo, ainda é pouco provável que haja algum tipo de sanção devido ao uso de dispositivos para fraudar os testes brasileiros, além também de não haver confirmação da continuidade desta prática. À revista AutoEsporte, a Volkswagen informou ter sido notificada do caso na última quinta-feira (23), mas que ainda analisará o caso para poder se pronunciar.

Vale lembrar que a multa imposta pelo Ibama deveria ser de R$ 238 milhões, No entanto, a legislação brasileira, datada de 1998, estipula um valor máximo de R$ 50 milhões.

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