Consultoria aponta alta ociosidade da indústria para 2017; Fiat é a que mais sofre


Linha da Fiat em Betim (MG) produzindo o compacto Mobi

Apesar de a economia dar os primeiros sinais de recuperação e o setor automotivo indicar o fim da retração anual de vendas, o ano de 2017 ainda não representará a volta da saúde plena das fábricas brasileiras. Segundo relatório da consultoria IHS Markit, a indústria nacional continuará com alta ociosidade em suas plantas, bem distante do ideal, com uma média de 58,5% de aproveitação da capacidade instalada até o fim de dezembro. Nesse quesito, a pior é a fábrica da Fiat em Betim (MG), com uso calculado de 34%.

O percentual baixo da unidade mineira tem uma justificativa: uma das três maiores plantas do mundo, ela tem capacidade anual para quase 900 mil veículos. Até a inauguração da fábrica de Goiana (PE), todos os Fiat nacionais eram feitos por lá – à exceção do Ducato, montado pela Iveco em Sete Lagoas (MG). Com a redução acentuada na gama de produtos (recentemente, deixaram de ser montados Idea, Siena EL, Bravo, Linea, Doblò Cargo e Palio Fire), o complexo fabril ficou bastante ocioso. Com todos os veículos, o parque era o maior do mundo em termos de variedade. Voltado à unidade de Goiana, cabe destacar sua operação a plenos pulmões, devido ao sucesso da Toro e dos Jeep Compass e Renegade.

Chevrolet Onix montado em Gravataí (RS)

Outra que sofre com a ociosidade é a Mitsubishi. A planta de Catalão (GO) opera com somente 39,1% da capacidade total, mesmo tendo absorvido a montagem do Suzuki Jimny, feito anteriormente em Itumbiara (GO). A realidade também é dura para outras gigantes. Renovando a gama aos poucos, a Volkswagen atinge cerca de 50% do que lhe está disponível. Mesmo líder, a General Motors não vai tão longe, com 56,7% de utilização. Ou seja: nem o líder Chevrolet Onix e seu sedã Prisma, mais vendido de sua categoria, conseguem elevar o aproveitamento operacional.

PSA produz Peugeot 2008 (acima) em Porto Real (RJ)

Com uma situação menos preocupante estão Ford, Hyundai e Renault-Nissan, superando a casa de 65% de uso. Ainda não é o ideal, mas mantém a estrutura do quarteto íntegra. Apenas três companhias superam a casa dos 80%, segundo o IHS Markit: Honda, PSA Peugeot Citroën e Toyota. Esta última registra 85,1%, um bom uso se considerarmos que é a única do trio a operar com duas fábricas paulistas, em Indaiatuba e Sorocaba. A Honda também possui duas unidades, mas a de Itirapina (SP) ainda não foi aberta.

[ Fonte: Automotive Business ]

Anúncios

E VOCÊ, O QUE ACHOU DESTA NOTÍCIA?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s