Ainda em discussão, Rota 2030 começa a se desenhar; confira principais pontos


Sistemas híbridos, como o do Toyota Prius (acima), podem ganhar incentivos

Substituto do Inovar-Auto, que se encerra em 31 de dezembro de 2017, o regime Rota 2030 está começando a tomar forma. A expectativa é de que governo federal e entidades do setor automotivo cheguem a um denominador comum para incentivar o desenvolvimento da indústria, o avanço de tecnologias para segurança e eficiência energética e a integração dos sistemas de produção. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que reúne as montadoras, revelou parte do conteúdo que se pode encontrar na versão definitiva do Rota 2030, com lançamento previsto para agosto.

O ponto-chave para o novo regime brasileiro é a recuperação da indústria, que em 2016 produziu quase metade do volume aferido há cinco anos. Uma das ferramentas para cumprir o objetivo é permitir o refinanciamento de dívidas por parte das empresas da cadeia de autopeças, setor que sofreu bastante com a recessão econômica.

Confira abaixo os principais pontos que devem conduzir a indústria automotiva brasileira ao longo dos próximos 12 anos.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM VOGA

Nos últimos anos, ficou impossível falar de mobilidade sem tocar na questão da eficiência energética. O Inovar-Auto, lançado em 2012, já previa alguns benefícios para as companhias que reduzissem o impacto ambiental dos automóveis e também das operações das próprias fábricas. O Rota 2030 terá política ainda mais focada nesse sentido. Uma das discussões entre as partes é sobre a tributação ser baseada na eficiência energética. Hoje, a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é feita com base na cilindrada dos motores e o tipo de combustível que eles consomem.

FORNECEDORES EM FOCO

O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e a Abipeças (Associação Brasileira da Indústria de Autopeças) também participam das discussões do Rota 2030. As duas entidades alegam terem ficado de fora das prioridades do Inovar-Auto, algo reconhecido pela Anfavea, e devem ganhar uma boa dose de incentivos e apoio para modernização e ganho de competitividade.

TECNOLOGIA E SEGURANÇA

Com fornecedores mais capacitados e saudáveis financeiramente, a indústria nacional eleva o potencial de inovação e desenvolvimento. Por isso, é primordial que o 2030 ajude os fornecedores. Deste modo, tecnologias já comuns na Europa e um tanto raras por aqui podem enfim serem mais disseminadas. A área de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) ganha em importância e torna o País mais relevante em nível global. Com tais avanços, fica também evidente a evolução em direção a um maior nível de segurança dos carros tupiniquins. Na Argentina, por exemplo, o controle de estabilidade (ESP) será obrigatório a partir de 2018.

INSPEÇÃO REGULAMENTADA

Atualmente, são poucas as localidades que regulamentam a inspeção veicular periódica. Em vários países ela é obrigatória e garante que a frota circulante esteja em condições ao menos regulares de rodagem, seja em termos de poluição ou mesmo de capacidade operacional do veículo.

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