Após vender filial europeia, General Motors quer deixar Índia e África do Sul


Chevrolet Sail é um dos carros-chefe da GM na Índia

A General Motors segue colocando em prática seu plano de atuar com subsidiárias lucrativas, deixando de lado o volume de vendas. Após vender a divisão europeia, composta por Opel e Vauxhall, à PSA Peugeot Citroën, a gigante americana planeja enxugar ainda mais suas operações. O próximo passo é deixar o mercado indiano, vender a unidade sul-africana e revisar as diretrizes de Cingapura, onde fica sua sede de vendas internacional (leia aqui).

A medida vai ao encontro da nova meta da GM: focar na rentabilidade e em mercados lucrativos, deixando de lado o volume de vendas em si – ainda que em 2016 tenha emplacado menos de 50 mil unidades em Índia e África do Sul somadas. Líder global de vendas até 2009, a empresa perdeu mercado e, com a venda da divisão europeia, deve cair para a sexta posição, o que parece não importar para a CEO Mary Barra. Ela pensa nas contas: a medida consumirá cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,69 bilhão na cotação de hoje), mas deve economizar US$ 100 milhões (R$ 337 milhões) anuais. Em 2016, as três operações registraram prejuízo de US$ 800 milhões (R$ 2,7 bilhões).

O corte nas operações faz também com que a GM cancele a produção de uma nova família de compactos na Índia, a mesma prevista no Brasil (leia aqui) para substituir Onix e demais veículos da plataforma GSV (Prisma, Cobalt e Spin). No entanto, a fábrica local continua em operação para produzir veículos para exportação. Na África do Sul, há um acordo para a venda da planta local à Isuzu, da qual a GM detém 30% de ações. Já em Cingapura, a empresa confirma a demissão de pelo menos 200 funcionários.

O presidente da General Motors, Dan Ammann, disse à agência Reuters que tais ações tornarão a empresa mais forte. Ela dedicará seus esforços a mercados grandes e que lhe rendem dinheiro, como Estados Unidos, China e Brasil. Ele ainda disse que a economia com o saída de alguns países permitirá o investimento de US$ 600 milhões (R$ 1,99 bi) anuais em tecnologias de locomoção autônomas.

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