Autoridades alemãs investigam escritórios da Mercedes por motores fraudulentos


O escândalo de motores a diesel fraudulentos não parou na Volkswagen. Além da FCA Fiat Chrysler (leia aqui), outra gigante é acusada de burlar testes de emissões: a Daimler, dona da Mercedes-Benz. A nova fase do Dieselgate está sob investigação na Alemanha, com autoridades tendo visitado os edifícios da montadora germânica em busca de documentos que comprovassem a artimanha. Os investigadores atuam em conjunto com procuradores dos Estados Unidos, que também suspeitam da empresa.

Segundo informações da imprensa europeia, cerca de 250 agentes de governo, fiscais e policiais estiveram nas instalações da Daimler ontem (24) em quatro regiões. A busca aconteceu para confiscar documentos e computadores. Oficialmente, a dona da Mercedes comunica que a visita é normal, devido à investigação, e que colabora plenamente com as autoridades da Alemanha e dos EUA para esclarecer o caso. Culpada ou não, a marca já havia decidido suspender a homologação para veículos a diesel no Tio Sam em 2017.

Caso se encontrem evidências da fraude, a Daimler pode justificar o software “malicioso” como algo normal para proteger o sistema de propulsão. É sabido que há determinadas condições para que um motor a diesel opere plenamente e que o dispositivo poderia ser aplicado para evitar falhas e quebras. Esta, aliás, foi a justificativa da FCA, ainda que não a tenha salvado completamente de uma multa.

Eclodido em 2015, o Dieselgate marcou a Volkswagen. No entanto, como se vê, a marca do carro do povo não foi a única a burlar os testes. Algumas empresas, como a Renault, fizeram reparos em seus propulsores a diesel para que pudessem atender plenamente às normas de emissões, mas não houve sanções. Isso porque a legislação europeia aparenta ser mais branda que a americana, que não poupou a VW de uma multa bilionária – no Velho Continente, a gigante alemã precisou apenas fazer o recall dos modelos envolvidos. Já no caso da FCA, a procuradoria dos EUA ainda investiga, mas a agência ambiental local, EPA, já afirmou que há chance de uma multa de até US$ 4,6 bilhões ser aplicada contra a ítalo-americana.

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