Rolls-Royce Sweptail: Quando ter “apenas” um Rolls-Royce não é suficiente


Entusiastas de todo o mundo sabem bem o que um Rolls-Royce significa: luxo, exclusividade e, de certa forma, discrição. Mas há proprietários de veículos da tradicional marca inglesa que não se contentam em ter um exemplar do Ghost, mais em conta, ou do mais caro Phantom. Para eles, diferenciar-se, sem perder a sobriedade, é o ideal. O resultado do pedido de um cliente endinheirado, um trabalho de engenharia exaustivo e uma empresa apta a atender desejos está no Sweptail, o cupê exibido pela RR no Concurso de Elegância de Villa d’Este.

À primeira vista, o Sweptail pode parecer somente mais um Rolls-Royce personalizado. Bem, de fato, é o que ele é. O que surpreende, no entanto, é o projeto como um todo. Com a base do Phantom, ele teve linhas totalmente reformuladas e interior revisto, sem detalhamento das alterações mecânicas. Chama mais atenção ainda o preço: especula-se que comprador, anônimo, tenha pago nada menos que 10 milhões de libras no veículo, equivalente a mais de R$ 40 milhões.

Segundo a Rolls, o projeto do Sweptail levou quatro anos para ser concluído. O cliente, já familiarizado com a marca, apresentou a ideia de um veículo moderno inspirado em quatro clássicos da RR: o Phantom I Round Door 1925, o Phantom II Streamline Saloon by Park Ward 1934, o Gurney Nutting Phantom II Two Door Light Saloon 1934 e o Park Ward 20/25 Limousine Coupé 1934. Foram eles que inspiraram as soluções estéticas do cupê exclusivo.

Com a base do Phantom, o Sweptail manteve colunas A, portas e vigias, modificando-se somente as molduras. No restante, ele é todo diferente. A dianteira exibe grade exclusiva em peça única e polida a mão, acabamento exclusivo em tom escuro em volta dos faróis e o número da placa (“08”) esculpido diretamente no veículo. As portas suicidas foram mantidas, enquanto o teto se alongou à traseira, tal qual os clássicos da Rolls-Royce. Na leitura moderna, porém, ele recebeu cobertura envidraçada. Já a traseira tem uma peça envolvendo as lanternas, que têm o mesmo formato, mas ganharam um prolongamento superior. A “placa” está esculpida atrás também.

Por dentro, a inspiração foram nas embarcações. Fã de construções náuticas, o comprador pediu um acabamento que lembrasse os veículos navais. Não por acaso, há muitas superfícies amadeiradas, remetendo diretamente aos barcos. Curioso notar que os bancos posteriores foram removidos – só sobrou um encosto de cabeça embutido – para dar lugar a uma área de “carga”, mesmo havendo um jogo de quatro malas exclusivo no bagageiro. Mas eles também abriram espaço para cooler equipado com mecanismo de inclinação, para facilitar o manuseio da garrafa de espumante. Há ainda taças de cristal e maletas de fibra de carbono alocadas dentro das portas.

Tradicionalmente, o motor é o menor dos destaques de um Rolls-Royce, haja vista que o chofer dificilmente reclamará do desempenho com seu chefe, mesmo que o carro não tivesse o 6.75 V12 que tem. Ali são gerados 460 cv capaz de acelerar o cupê de 2.500 kg de zero a 100 km/h em menos de seis segundos.

Infelizmente, há poucas imagens oficiais do Sweptail, mas já é possível ter uma boa noção de onde foram gastos tantos milhões de libras…

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