[ESPECIAL] Vendas baixas: Os modelos que têm demanda reduzida em 2017


Peugeot 408: Vendas seguem em queda livre

É verdade que 2017 não tem registrado os melhores números comerciais brasileiros. No entanto, o ano enfim começa a dar esperança para as empresas do setor, após 2016 alcançar o “fundo do poço”. A recuperação, porém, não chegou para todos. Alguns veículos seguem fazendo figuração no mercado e também em suas categorias. Outros até apresentam números significativos, mas muito pouco expressivos, em se tratando de seus segmento, tradição e potencial.

Confira abaixo quais os modelos que estão decepcionando seus fabricantes em 2017 (janeiro a maio, segundo dados da Fenabrave e da Abeifa).

Audi A4 Avant (46 unidades) – É fato que as peruas não vivem seu melhor momento e isso não é exclusividade do Brasil. No entanto, a A4 Avant, que ganhou nova geração no ano passado (leia aqui), registrou demanda baixíssima. Foram somente 46 veículos vendidos, com média menor que 10 por mês. O irmão A4, no mesmo período, somou 373 carros. Em todo o ano passado, somando-se os números da RS4, a linha Avant contabilizou 86 emplacamentos. É uma amostra do porquê outras companhias não atuarem na categoria…

BMW Série 1 (35 unidades) – Segundo dados da Abeifa, a BMW parou de produzir o Série 1 no Brasil. Aqui eram feitas as unidades mais acessíveis. Como o ALL THE CARS já reportou (leia aqui), o hatch agora só é comercializado na versão M140i. Ao longo de 2017, foram emplacados 24 importados (dois M135i, o restante do 140i) e 11 nacionais.

Kia Cadenza (2 unidades) – Sedãs médios já sofrem para conquistar o público tradicional brasileiro. Os grandes, então, têm uma tarefa ainda mais árdua. Mesmo recheado de equipamentos e com motor moderno, o Cadenza, que se renovou há pouco tempo lá fora (leia aqui) e está em vias de se atualizar por aqui (leia aqui), somou apenas dois emplacamentos no ano, com uma unidade em fevereiro e outra abril, segundo a Abeifa. Em 2016, foram 24 vendas. Não por acaso, as vendas estão suspensas até 2018 (leia aqui).

Kia Mohave (10 unidades) – O caso do Mohave é até compreensível. Se um sedã já sofre, imagine um SUV grande, com construção em chassi de longarina e lançado há quase dez anos (leia aqui). Some-se a isso o fato de ele não ter recebido qualquer mudança significativa nesse período e tampouco ser um campeão em desempenho ou economia de combustível. É curioso, aliás, como a Kia ainda não desistiu dele por aqui.

Kia Optima (3 unidades) – O caso do Cadenza se aplica ao irmão menor Optima. Bonito, bem-equipado, com desempenho razoável e… vendas baixíssimas. Somente três exemplares, segundo a Abeifa, uma para cada mês do primeiro trimestre. E só. Há a previsão de renovação para 2018 (leia aqui), mas esse rendimento comercial é de desanimar o importador, não?!

JAC J6 (25 unidades) – Ela chegou com a promessa de fazer frente às minivans locais (leia aqui), sendo opção para famílias que precisavam de sete bancos. Em 2017, porém, os papais e mamães brasileiros esqueceram da JAC J6. Até maio, foram somente 25 vendas, sendo 13 delas em janeiro e todas da variação de sete assentos. Com o crescimento de SUVs, ela deve perder espaço em breve.

JAC T8 (16 unidades) – Importada ao Brasil para tentar conquistar os órfãos da VW Kombi, a T8 trazia visual moderno, acabamento razoável e espaço para oito pessoas. Mas o preço era altíssimo, na casa dos R$ 115 mil (leia aqui). Não por acaso, pouca gente lembra da van chinesa, que conquistou somente 16 clientes em 2017, com média mensal de três vendas.

Peugeot 308/408 (440/443 unidades) – Eis um caso de números que não são necessariamente expressivos, mas que denotam um desempenho comercial fraco. No caso do 308, foram apenas 440 unidades emplacadas no ano, segundo a Fenabrave, com um quinto do volume do VW Golf e um sexto do Ford Focus. Para o 408, nada muito diferente: apenas três exemplares a mais, mas com uma participação pífia na categoria. A Peugeot desistiu de trazer o novo 308 (leia aqui) pela baixa demanda, mas é provável que ele tenha registrado procura maior do que o reestilizado (leia aqui).

Renault Fluence (373 unidades) – Caso semelhante ao de 308 e 408, o Fluence cansou. A Renault parece não ter se importado muito com isso, afinal o sedã mudou pouco na reestilização (leia aqui) e não tem previsão de renovação. Até mesmo um sucessor completamente novo (leia aqui) subiu no telhado. Sétimo na categoria em 2016, ele hoje é o 11º. Foram 373 exemplares e a certeza que a marca francesa pretende apostar nos SUVs (leia aqui) em vez de oferecer sedãs.

Volkswagen SpaceFox (191 unidades) – Tal qual os médios acima, a SpaceFox, também argentina, também segue com vendas retraídas. Em parte pela falta de novidades, por queda geral das peruas e também pelo preço alto, a raposa contabilizou somente 191 emplacamentos até maio, sendo 40 da SpaceCross. Em todo 2016, foram 2.501 carros. Para comparação, a Fiat Weekend somou, em 2017, 1.681 vendas. Com a chegada do Polo (leia aqui), o Fox deve perder bastante espaço e a SpaceFox, provavelmente, caminhará para o limbo.

Volvo V60 (30 unidades) – Mesmo caso da A4 Avant, a V60 (leia aqui) sofre com a queda nas vendas das peruas. Nem seu design acertado é motivo para conquistar o brasileiro, infelizmente. Segundo a Abeifa, foram somente 30 exemplares negociados até maio, com média mensal de seis emplacamentos. Em 2016 inteiro, foram 208 licenciamentos. A Volvo deve ser mais uma a desistir das peruas por aqui.

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