Completamente revisto, Honda Accord ganha visual mais arrojado e motores turbo


A Honda oficializou as linha da décima geração do Accord, previsto para chegar às ruas dos Estados Unidos no fim do ano. Líder de vendas da Honda naquele país, o sedã foi totalmente modificado com o objetivo de brigar de igual para igual com o também recente Toyota Camry (leia aqui). Como destaques, ele tem um design mais ousado, principalmente na traseira, e motores turbinados, dando fim à era V6 na marca neste segmento.

Esteticamente, não há dúvidas de que a inspiração das linhas do Accord é a mesma do último Civic (leia aqui). O perfil da carroceria é semelhante, com teto alongado, traseira encurtada – principalmente em um sedã de 4,90 metros de comprimento – e linhas fluidas. Eles compartilham também a concepção da dianteira, com faróis invadidos pela grossa barra cromada da grade, e da traseira, com lanternas de recorte ousado – talvez o ponto mais polêmico do design do Accord, aliás. Nas laterais, nota-se a semelhança dos irmãos no friso superior das janelas.

Se por fora o Accord está ousado, internamente o sedã mantém a tradição conservadora. O desenho do painel é moderno, sem exageros, e mostra esmero no acabamento, com detalhes em alumínio até nos botões dos vidros elétricos. O quadro de instrumentos recebe tela de sete polegadas e a central multimídia, um visor de 8″  com o sistema HondaLink, que oferece funções como rastreador antifurto, partida remota, assistência de emergência, entre outros. Destaque também para o câmbio com seletor por botões com desenho “intuitivo”, como o da ré que é “puxado” para trás.

Com sua nova plataforma composta em 29% por aço de ultra resistência, o Accord tem motores que acompanham o avanço da arquitetura. São três opções de propulsão: duas a gasolina turbinadas e uma híbrida. Do primeiro grupo, o menos potente é o 1.5 16v, capaz de entregar 192 cv e 26,5 kgfm de torque, que toma o lugar do 2.4 aspirado do antecessor (185 cv e 25 kgfm). Ele tem transmissão continuamente variável (CVT) e, na versão Sport apenas, opção do câmbio manual de seis marchas.

O mais forte é o 2.0 16v emprestado pelo Civic Type R. Ele desenvolve 252 cv e 37,7 kgfm, substituindo o 3.5 V6 (278 cv e 34,8 kgfm). Além da caixa manual na versão Sport, há o câmbio automático de dez relações, o primeiro aliado a um sedã de tração dianteira no mundo, segundo a Honda. Não há dados de desempenho ou consumo.

A marca promete detalhar a versão híbrida no futuro, mas informa que ela mesclará um motor 2.0 com ciclo de combustão Atkinson e eficiência energética de 40% e propulsores elétricos sem ímãs compostos por materiais pesados, os primeiros no mundo segundo a montadora. Eles operam também sem transmissão convencional. As baterias, como de praxe, ficam sob o assoalho traseiro.

A produção do Accord ficará a cargo da fábrica de Marysville, que monta o sedã desde 1982. Neste período, o primeiro veículo japonês feito nos EUA soma mais de 11 milhões de unidades fabricadas.

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