Ferrari F40 completa 30 anos


Surgido há exatas três décadas para celebrar os 40 anos da Ferrari, o F40 é certamente um dos superesportivos mais aclamados da história. Não apenas por seu propósito de nascimento ou pelo design marcante, mas também por ter sido o último modelo a passar pelo crivo do fundador da companhia, Enzo. Ele era a resposta do comendador aos que diziam que a marca estava criando cupês modernos demais, sendo um veículo de alto rendimento com o mínimo conforto possível.

Resgatando as origens da Ferrari, o F40 tinha design assinado pelo estúdio Pininfarina. Os italianos se inspiraram nos Fórmula 1, especialmente no aerofólio integrado aos contornos da carroceria, e utilizaram túneis de vento para aprimorar a aerodinâmica. Os hoje proibidos faróis escamoteáveis contribuíram para reduzir o arrasto e dar ainda mais charme ao cupê. Todo esse design se distribuída em uma carroceria relativamente curta, com 4,36 metros de comprimento, 1,97 m de largura, 1,12 m de altura e 2,45 m de entre-eixos.

O habitáculo era minimalista, afinal Enzo queria responder aos críticos, certo? Não por acaso, o painel simples trazia vários mostradores e um sistema de climatização simples. Nada de rádio, revestimentos volumosos ou sequer maçanetas internas. As janelas, nos primeiros modelos, tampouco abriam: eram feitas de polímeros.

Alias, não eram somente elas: todas as partes transparentes recorriam a este material, a fim de reduzir o peso. Não por acaso, a construção de chassis e carroceria usava alumínio, fibra de carbono e até kevlar. O peso era baixo: 1.369 kg já em ordem de marcha. Assim, o 2.9 V8 biturbo trabalhava tranquilo, entregando seus 478 cv (7.000 rpm) e 58,8 kgfm (4.000 rpm) às rodas traseiras mediante o câmbio manual de cinco marchas. A alavanca, claro, tinha o tradicional trilho da Ferrari. Segundo dados da época, o conjunto era suficiente para acelerara o F40 de zero a 100 km/h em 4,1 segundos, com máxima de 324 km/h.

Enzo costumava dizer que carros marcantes deveriam ter um volume limitado de produção, com um número baixo menos um – como o modelo que leva seu nome, com 349 carros feitos. No caso da F40, ele previu 400 exemplares. A demanda foi tanta que a Ferrari acabou montando 1.311 unidades.

O F40 não marcou época por acaso.

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