Focando em SUVs, JAC enxugará a linha: família J está em xeque


Pioneiro da JAC no Brasil, J3 chegou em 2011 e foi retocado (acima) em 2013

Ao lançar o T40 (leia aqui), o representante da JAC Motors no Brasil bateu o martelo: se iniciara uma nova era da marca em solo tupiniquim. Agora focando em SUVs, com seu terceiro produto na categoria, a companhia chinesa fará uma grande reestruturação na gama. Com ela, vai-se embora toda a linha de automóveis da “letra J”: J2, J3, J3 Turín, J5 e J6. O quinteto sairá de cena após marcar a queda acentuada nas vendas da asiática.

Pequeno, J2 acabou não vingando: mercado nacional encolheu após seu lançamento

A retirada dos cinco produtos do mercado acontecerá aos poucos e marcará uma nova fase para a JAC. Faz sentido essa mudança, aliás. Os irmãos J3, por exemplo, foram os primeiros a chegar ao Brasil e já estão há seis anos em oferta sem mudanças profundas – apesar da reestilização em junho de 2013 (leia aqui). A empresa ainda não conseguiu obter resultados expressivos com o subcompacto J2, o sedã médio-compacto J5 e a minivan J6. O futuro da van T8 não foi discutido, mas tampouco parece ser promissor.

Um dos poucos modelos de sete lugares “acessíveis”, J6 caiu no esquecimento do brasileiro

Ao remover o quinteto, a JAC buscará preencher lacunas. Além do trio de SUVs (T40, T5 e T6), a JAC prepara pelo menos outros dois utilitários. O T20 atuará na faixa de acesso, enfrentando o Renault Kwid, enquanto o T70 disputará mercado com modelos maiores. A chinesa avalia ainda uma picape média, como o ALL THE CARS já reportou (leia aqui), mas o sinal verde não foi dado por ora.

J5 chegou promissor ao Brasil, mas também não obteve o sucesso esperado

MUDANÇAS NA FÁBRICA

Outra alteração nos planos da JAC para o Brasil diz respeito à fábrica. Ela seria erguida em Camaçari (BA), em um terreno onde inclusive a empresa enterrou uma unidade do J3 como “cápsula do tempo”. No entanto, a matriz chinesa desistiu do investimento, deixando o distribuidor nacional sem apoio para tocar o projeto. A empresa teve de devolver a área e perdeu a isenção dos 30 pontos percentuais extras do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para importados. Ela só não foi obrigada a pagar multa de R$ 180 milhões por tributos não recolhidos, pelo tempo em que teve a bonificação do “Super IPI”, porque se comprometeu a erguer uma nova planta.

Agora com câmbio CVT, T5 é o mais procurado entre os produtos da JAC

Esta nova unidade será aberta também na cidade baiana, mas em um terreno menor, com montagem em regime CKD (com peças importadas). A capacidade anual será de cerca de 20 mil unidades anuais, menos de um quinto do prometido pela matriz no projeto original (110 mil). As atividades por lá devem se iniciar em 2019.

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