Sergio Marchionne, CEO da FCA Fiat Chrysler, morre aos 66 anos


Sergio Marchionne (Foto: GettyImages)

CEO da FCA Fiat Chrysler até o último fim de semana (leia aqui), Sergio Marchionne faleceu na manhã desta quarta-feira (25). Aos 66 anos, o executivo estava em coma “irreversível”, sem responder aos estímulos feitos pelos médicos do Hospital Universitário de Zurique, na Suíça. O estado de saúde se agravou por complicações após uma cirurgia no ombro direito. Ele deixa esposa e dois filhos.

No boletim médico, as informações sobre a saúde de Marchionne ficam mais claras. Ele foi submetido a uma operação no ombro direito, para a remoção de um sarcoma (tumor maligno) no dia 27 de junho. Porém, no decorrer da intervenção – não fica claro se “durante” ou “depois” -, o executivo sofreu uma embolia cerebral. Sergio teve piora súbita e entrou em coma na última sexta-feira (20), respirando com a ajuda de aparelhos. A equipe médica tentou remover o auxílio, mas Marchionne não dava “resposta”. O quadro foi considerado irreversível.

A notícia da morte de Marchionne refletiu na queda das ações da FCA. O valor dos papéis da companhia operam em baixa de 4,5%. Isso porque o futuro da montadora ficou menos claro com o falecimento, mesmo tendo novos comandantes confirmados – incluindo para Ferrari e CNH Industrial – e com o plano estratégico global da empresa já traçados para os próximos anos, com seu aval (leia aqui, aqui, aqui e aqui).

UM WORKAHOLIC COMPETENTE

Nascido na Itália, Marchionne se mudou com a família para o Canadá aos 13 anos, onde obteve cidadania. Nascido em 1952, ele só chegaria à Fiat em 2003, como membro do conselho. No ano seguinte, uma reviravolta o colocaria no cargo de CEO. Com a morte do então presidente Umberto Agnelli, neto do fundador Giovanni, a direção escolheu Luca di Montezemolo para o cargo. Giuseppe Morchio, na época CEO, esperava ser nomeado para a vaga e, contrariado, pediu demissão. A mesa, então, definiu Marchionne como substituto.

No cargo a partir de 2004, Sergio levou a Fiat a uma guinada financeira. Após registrar prejuízo de € 6 bilhões no ano anterior, a companhia voltou ao azul em 2005. Considerado um viciado em trabalho (“workaholic”), ganhou notoriedade pelos resultados expressivos e passou a acumular funções, como a presidência da Ferrari e da CNH Industrial, braço da companhia para veículos agrícolas e industriais. Em 2009, comandou a aquisição da Chrysler após a concordata, com a compra de 20% das ações. Cumprindo determinações do governo dos EUA, concluiu o processo em 2014.

Sua última grande cartada foi o plano estratégico para os próximos cinco anos, envolvendo as várias marcas do conglomerado: Fiat, Chrysler, Dodge, Ram, Jeep, Alfa Romeo, Ferrari e Maserati. Ele já tinha aposentadoria confirmada para 2019, mas os sucessores em seus cargos não haviam sido definidos. A escolha aconteceu às pressas, com o agravamento do quadro de saúde de Marchionne.

Nossas condolências aos familiares e amigos. Descanse em paz, Sergio Marchionne!

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