BMW apresenta sétima geração do Série 3


Após muito mistério (leia aqui), a BMW enfim apresentou a sétima geração do Série 3 (código G20). Estrela da marca para o Salão de Paris, o sedã recebeu uma reforma completa a fim de ficar mais competitivo frente aos principais rivais, Mercedes-Benz Classe C e Audi A4. Ele chega às lojas do Velho Continente no primeiro trimestre de 2019, desembarcando no Brasil no segundo semestre.

Como de praxe, começamos a destrinchar um lançamento por seu visual. No caso do Série 3, há vários elementos comuns a outros BMW, mas o modelo evoca personalidade frente aos irmãos. A dianteira exibe faróis recortados na linha inferior, lembrando a geração E43 (1998-2006), o que confere um ar mais rebelde ao sedã. A grade duplo rim passa a ser unida e tem o capô envolvendo toda sua parte superior, como nas últimas criações da marca bávara. O desenho do para-choque varia, podendo ter tomada de ar mais generosa ou abertura estreita com luzes emolduradas por um plástico em “T” deitado.

Nas laterais, a BMW decidiu manter o perfil tradicional, com capô longo, mantendo a traseira curta da sexta geração. Os puristas, porém, certamente vão notar uma perda: a tradicional quina Hofmeister Kink, marca registrada dos produtos da empresa desde 1961, vem perdendo espaço na atual linguagem visual. Observando-se o acabamento das janelas traseiras, nota-se um corte mais suave, reforçado pelas molduras em preto brilhante.

Atrás, o novo Série 3 segue também a identidade recente da empresa. Além de terem a parte clara em baixo relevo, elas contam com a área vermelha em “L” deitado, aos moldes do que têm feito a Lexus. O conjunto confere elegância e esportividade, união típica da BMW, mas é um tanto estranho ao que estamos acostumados a ver em um sedã da empresa.

O habitáculo mantém a concepção sem exageros da montadora germânica. No entanto, nota-se uma suavização das linhas, como visto nos recentes SUVs da BMW, destacando-se os difusores com comandos de climatização próximos, e o alinhamento do quadro de instrumentos (virtual em opção) à tela da central multimídia. O comando iDrive segue no console, ao lado da alavanca de câmbio cada vez mais diminuta. Os “perfis” de acabamento variam em quatro: Advantage, Sport Line, Luxury Line e M Sport.

MECÂNICA E MOTORES

Construído sobre a plataforma modular CLAR, a mesma do Série 7, o Série 3 ficou maior e mais leve. Agora são 4,709 metros de comprimento (+7,6 centímetros frente ao antecessor), 1,827 m de largura (+1,6 cm), 1,442 m de altura (+0,1 cm) e 2,851 m de entre-eixos (+4,1 cm), mantendo os 480 litros no bagageiro. As versões equivalentes têm até 55 kg menos na massa final.

Para movê-lo, a BMW escalou, de início, cinco opções de motorização, já confirmando outras duas para 2019. A opção de acesso a gasolina é o 2.0 de 184 cv e 30,6 kgfm (320i), capaz de levá-lo de zero a 100 km/h em 7,2 segundos. A mais forte é o 2.0 de 258 cv e 40,8 kgfm (330i), que baixa o tempo para 5,8 s.

A família a diesel está composta por três opções. A 318d conta com o 2.0 de 150 cv e 32,6 kgfm, que cumpre a prova de 0-100 km/h em 8,5 s. A intermediária é a 320d, com um 2.0 de 190 cv e 40,8 kgfm, que baixa o tempo para 7,1 s e tem opção de tração integral xDrive. A mais forte é a 330d, com o 3.0 de 265 cv e 59,2 kgfm. Ele acelera o sedã em 5,5 s. A transmissão automática de oito marchas está disponível para todos, mas os menos potentes a diesel saem com a caixa manual de seis velocidades.

Para 2019, a BMW garante duas opções. Antes de lançar o M3, a marca oferecerá o M340i Performance, movido pelo 3.0 biturbo de seis cilindros. Ele desenvolve 374 cv e 51 kgfm, energia entregue às quatro rodas pelo sistema xDrive. A empresa estima sua aceleração de zero a 100 km/h em 4,4 segundos. Assim, a versão brigaria com o Mercedes-AMG C43, que tem 390 cv e tração integral e cumpre a mesma prova em 4,7.

A outra novidade é o híbrido 330e. Previsto para a metade de 2019, o modelo contará com 251 cv (185 kW) em condições normais, rendendo até 292 cv (215 kW) com a função XtraBoost, a ser detalhada pela BMW. Os motores a gasolina e elétrico poderão trabalhar em conjunto ou empurrando as rodas sozinhos. A marca fala em autonomia de até 60 km utilizando somente eletricidade, com a possibilidade de recarregar as baterias em tomadas domésticas. A prova de 0-100 km/h é estimada em seis segundos.

A sétima geração do Série 3 continuará com produção em Munique, na Alemanha. No entanto, a marca também pretende fabricá-lo na unidade chinesa de Tiexi e na planta mexicana de San Luis Potosí. A montagem em Araquari (SC), como acontece atualmente, ainda não foi confirmada.

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