Carlos Ghosn paga fiança, deixa prisão e alega ser alvo de acusações “infundadas”


Detido desde 19 de novembro (leia aqui), o ex-presidente da Aliança Renault-Nissan Mitsubishi Carlos Ghosn deixou a prisão nesta quarta-feira (6). O brasileiro pagou fiança no valor de 1 bilhão de ienes, equivalente a R$ 35 milhões, para poder aguardar o andamento do processo em liberdade. Todavia, ele teve de aceitar restrições para ser autorizado a sair do presídio. Em nota, ele alegou ser vítima de complô, com acusações “infundadas”.

Além de pagar um alto valor pela liberdade provisória, Ghosn teve de aceitar uma série de imposições da Justiça do Japão. Ele teve o passaporte retido e não poderá deixar o arquipélago até ter sua situação resolvida. O brasileiro ficará em sua residência em Tóquio sob vigilância de câmeras e terá toda a comunicação interceptada, sem sequer acessar computadores, telefones celulares e, claro, internet. Pessoas envolvidas no caso ou ligadas às montadoras também devem permanecer afastadas do executivo.

Um dia antes de ser solto, um comunicado assinado por Carlos Ghosn foi emitido à imprensa. Ele classificou o período de detenção, de 108 dias, como uma “provação terrível” e novamente se disse alvo de mentiras arquitetadas por executivos da Nissan, contrários à fusão da companhia com Mitsubishi e Renault. “Sou inocente e totalmente empenhado em me defender com vigor em um julgamento justo contra essas acusações sem mérito e infundadas”

CEO da Nissan por quase 20 anos, Ghosn enfrentou dificuldades para convencer o Tribunal de Tóquio a lhe conceder liberdade. Ele teve pedidos de soltura negados, com forte trabalho da promotoria para evitar sua saída do cárcere. O juiz do caso só aceitou a liberdade provisória mediante as condições supracitadas.

A imprensa japonesa aponta que a pressão internacional foi considerada fundamental para a liberdade condicional do brasileiro. Por lá, é comum que os detidos fiquem sob custódia até seu julgamento, independentemente da acusação. Atualmente, Ghosn responde por três acusações: ocultação de parte dos ganhos de US$ 43 milhões recebidos como CEO da Nissan entre 2010 e 2015; por ter repassado aos cofres da empresa as perdas de US$ 14,5 milhões de um investimento pessoal em 2008; e por ter sonegado impostos de outros US$ 38 milhões ganhos de 2015 a 2018.

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