VW congela investimentos e projeto do novo Gol; retomada é prevista para maio


Além do impacto imediato nas operações fabris, a pandemia do coronavírus também afetou o andamento de projetos futuros. Ao menos na Volkswagen, como revela o CEO da marca para a América do Sul, Pablo Di Si, ao site Automotive Business. Segundo o executivo, o próximo ciclo de investimentos para a região está suspenso, o que inclui a nova geração do Gol, ainda que o hatch não tenha sido especificado. Ele acredita que a retomada de atividades começará em maio, porém com chances de adiamento.

De acordo com Di Si, o congelamento do aporte se deve para verificar como ficará o mercado ao se ultrapassar o período de crise. “Estávamos em processo de definir um novo plano de investimento para o Brasil antes da pandemia, algo que foi congelado, mas não cancelado”, disse. Nos cálculos da empresa, haverá um impacto financeiro em todos os setores, incluindo a cadeia produtiva. “Todas as indústrias vão gastar muito dinheiro, porque temos zero receita e custo fixo alto. Em três ou quatro meses, desembolsaremos valor similar a um plano de investimentos de três ou quatro anos”, explica o CEO. Em suas palavras, a montadora está sendo conduzida em “modo de sobrevivência”.

Com um gasto tão alto, a empresa deverá revisar suas prioridades futuras, o que deve ocorrer em agosto. Naquele mês, a cúpula da VW discutirá seu novo ciclo de investimentos, o que, naturalmente, deve incluir o Gol. Tal qual o hatch de entrada, outros produtos, como os elétricos, atrasarão – algo que o próprio Di Si admite. O iminente Nivus, por outro lado, está garantido, por fazer parte do plano anterior.

Quanto à retomada, o CEO da Volkswagen prevê que deva acontecer em maio, embora também reconheça haver chance de atraso. “Não estou nem aí se vamos voltar a produzir no dia 1º de maio ou no dia 30. Esta não é a parte importante. O essencial é que a volta às atividades seja segura”, pontua. Para ele, a volta será gradual, evitando riscos, com a abertura de apenas um turno, carga horária reduzida e adaptação das linhas de montagem para que sejam mantidas distâncias seguras entre os colaboradores.

A maior preocupação, contudo, está ligada a fornecedores e concessionários. O impacto financeiro nas montadoras será grande, mas a cadeia fabril e os lojistas deve sofrer ainda mais com as operações e vendas reduzidas. Di Si afirma ainda que vai acelerar o plano de aumentar o conteúdo local dos veículos feitos no Brasil, reduzindo a dependência estrangeira e, principalmente, a influência da cotação do dólar nos preços finais.

[ Fonte: Automotive Business ]

Publicidade

E VOCÊ, O QUE ACHOU DESTA NOTÍCIA?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s