Nissan planeja concentrar produção em Estados Unidos, Japão e China


Nissan Titan (2020)

Uma medida um tanto polêmica pode ser apresentada pela Nissan no dia 28 de maio. Segundo a agência Reuters, a empresa planeja uma reestruturação global, a fim de focar atividades em mercados mais rentáveis e na recuperação do terreno perdido em países considerados “essenciais”. Dessa forma, a montadora trocaria sua estratégia de diversificar as unidades fabris em favor da criação de polos de produção situados em China, Estados Unidos e Japão. Caso o plano se confirme, isso pode significar o fim de fábricas como a de Resende (RJ), além de plantas em Argentina, Espanha e Reino Unido.

Nissan Juke (2019)

A informação de bastidores foi colhida pelo jornalista Norihiko Shirouzu. Segundo ele, a intenção da Nissan é reparar os “problemas” causados pela antiga estratégia, liderada por Carlos Ghosn, que previa uma expansão global agressiva da marca. O planejamento do executivo franco-brasileiro, todavia, é apontado como atual culpado pelo mau momento da companhia, que anunciou o fechamento de 14 linhas de produção e a demissão de 12,5 mil funcionários em todo o mundo no ano passado (leia aqui) e outros 4,3 mil no início desse ano (leia aqui). “Não se trata de um projeto de corte de custos. Estamos racionalizando operações, revisando prioridades e mudando o foco do negócio de olho no futuro”, disse uma fonte do jornalista.

Nissan Murano (2018)

Descrito internamente como “plano de desempenho operacional”, ele já começou a ser colocado em prática, ainda que não tenha sido confirmado oficialmente. As primeiras ações nesse sentido foram a mudança da produção do SUV X-Trail do Reino Unido para o Japão (leia aqui) e o fechamento da fábrica da Indonésia (leia aqui), onde era montados veículos da marca Datsun. Internamente, o projeto prevê aumentar a sinergia com os aliados, compartilhando sistemas híbridos plug-in (PHEV) oriundos da Mitsubishi. Os elétricos “puros” virão da parceira Renault.

A reportagem afirma que o projeto é conduzido pelo chefe operacional (COO) Ashwani Gupta em vez do chefe executivo (CEO) Makoto Uchida. No entanto, ele tenta cumprir a promessa do comandante máximo, feita a concessionários dos Estados Unidos em 2019 (leia aqui), de que a marca renovaria profundamente sua gama em curto prazo. Por lá, a marca viu suas vendas caírem significativamente, com a reclamação dos consumidores de que os produtos da Nissan passaram a ser vistos como “baratos”, com pouca valorização no mercado de usados. De quebra, o portfólio está envelhecido, com média de idade de cinco anos de lançamento.

Nissan Sylphy/Sentra (2019)

O objetivo do novo corpo diretivo da Nissan é deixar de ser uma empresa com alto volume de vendas para focar em nichos mais rentáveis, filosofia oposta à aplicada por Carlos Ghosn. Por isso, a atual capacidade produtiva de sete milhões de veículos anuais deve ser reduzida a 5,5 milhões. Por isso, várias plantas correm sério risco de fechar, como o caso da unidade da Argentina, construída para montar também Mercedes Classe X e Renault Alaskan, mas que hoje produz somente a Frontier. Na unidade espanhola de Barcelona, responsável também pela picape, já houve paralisação dos metalúrgicos, que solicitam garantias de que o complexo seguirá em operação.

Resta saber qual o impacto do novo plano da Nissan nas operações da marca no Brasil, especialmente com relação à fábrica de Resende.

Nissan Frontier (2019)

[ Fonte: Reuters ]

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