Mercedes Classe C chega à quinta geração apenas com motores de quatro cilindros


A Mercedes-Benz oficializou a quinta geração moderna do Classe C, codificada como W205. Apesar de manter a plataforma, o modelo passou por mudanças visuais importantes em dianteira e traseira, além de uma reformulação completa no interior. Ele também agregou equipamentos avançados, como os vistos nos Classe E (leia aqui) e Classe S (leia aqui), mas perdeu os motores maiores: seguindo a tendência europeia, ele terá apenas propulsores de quatro cilindros em opção – nem os AMG terão V8 (leia aqui). As vendas no Velho Continente começam nos próximos meses, com entregas previstas para o terceiro trimestre.

Visualmente, o rival de BMW Série 3 e Audi A4 não traz revoluções. O conjunto mantém a silhueta do anterior (leia aqui), que preza pela sobriedade. A dianteira conta com faróis mais afilados e a grade “invertida”, com a porção inferior agora mais larga. O para-choque com largas tomadas de ar falsas tem contornos diferentes, mas é outro elemento a dar “continuidade” à linguagem da Mercedes. Atrás, a novidade fica para as lanternas horizontais mais estreitas, que também foram aplicadas em quase todos os três-volumes atuais da empresa alemã, escapando-se apenas o Classe A Sedan.

Por dentro, a reforma do Classe C é bem mais notável. Pelo período de sua geração passada, ele acabou “pulando” a era das duas telas sobre uma única superfície horizontal, mas inevitavelmente segue o Classe S. O painel continua com os três difusores de ar centrais, agora no topo, abrindo espaço para o visor vertical da central multimídia, que pode ter 9,5 ou 11,9 polegadas. No quadro de instrumentos, o mostrador virtual varia de 10,25″ a 12,3″ e pode receber tecnologia 3D.

A troca de linhagem trouxe ao Classe C alguns itens mais avançados, como o projetor de dados no para-brisa (HUD) com realidade aumentada, e o fim da operação do aparelho de som por botão giratório e superfície sensível ao toque no console. A operação do equipamento passa a acontecer diretamente na tela ou na régua abaixo do visor, que concentra a ação de volume ou pisca-alerta. Por outro lado, o sistema inteligente MBUX chega à segunda geração, com reconhecimento de usuários pela voz e a integração com eletrodomésticos produzidos por Samsung e Bosch – futuramente, outras marcas devem ser validadas. Assim, integram-se funções de casa ao carro, como o acionamento de ar condicionado ou desligamento de alguma lâmpada.

PLATAFORMA NÃO MUDA POR COMPLETO

Apesar da troca de geração, o Classe C manteve a arquitetura modular MRA, algo que tem se tornando comum na indústria. A plataforma foi modernizada, o que permitiu a chegada das modernidades citadas acima. As duas carrocerias medem agora 4,751 metros de comprimento (+6,5 centímetros), 1,82 m de largura (+1,0 cm), 1,444 m de altura (sem mudança) e 2,865 m de entre-eixos (+2,5 cm). Já no porta-malas, o sedã comporta os mesmos 455 litros, enquanto a perua pode levar até 490 litros (ou até 1.510 l, com os bancos traseiros rebatidos).

Por ora, estão confirmadas seis opções de motorização, além de um híbrido plug-in (PHEV) que falaremos mais adiante. A linha a diesel conta com três 2.0:  de 163 cv (C200d), de 200 cv (C220d) e com 265 cv (C300d). A gasolina, há os 1.5 de 170 cv (C180) ou 204 cv (C200) e o 2.0 de 258 cv (C300). Todos têm câmbio automático de nove marchas e tração traseira, com opção de sistema integral 4Matic em alguns. O sistema híbrido leve (MHEV) também está presente para toda a linha. Ele inclui uma rede de 48 volts e um propulsor elétrico extra, de 20 cv, para funções como recuperação de energia, alternador, arranque, entre outros.

O híbrido plug-in é identificado como C300e. Ele une um 2.0 a gasolina de 204 cv a um motor elétrico de 129 cv, com 313 cv combinados. Usando apenas a eletricidade armazenada nas baterias de 25,4 kWh, é possível percorrer cerca de 100 km e atingir a máxima de 140 km/h. Com um carregador rápido opcional de 55 kW, a Mercedes fala em reposição total da energia em apenas meia hora.

Um dos destaques mecânicos do Classe C é o sistema de esterçamento automático do eixo traseiro, algo que rivais menos requintados como o Renault Talisman já trazem. Em velocidades de até 60 km/h, as rodas viram em até 2,5 graus em direção oposta às dianteiras, ajudando a reduzir o diâmetro de giro em manobras. Acima disso, as posteriores acompanham o movimento das frontais, para melhorar o contorno de curvas.

A Mercedes anuncia que a nova geração do Classe C será produzida nas plantas de Bremen, na Alemanha, e East London, na África do Sul. Há chance de montagem também na China, no futuro. Os Estados Unidos (leia aqui) e o Brasil (leia aqui), porém, não terão mais a produção do sedã.

Mercedes-Benz C-Klasse T-Modell, 2021, Spektralblau, Leder zweifarbig Nevagrau/Schwarz
Mercedes-Benz C-Class Estate, 2021, spectral blue, neva grey/black leather

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