Índia quer motores flex, como os do Brasil, antes de apostar na eletrificação


Pioneiro, Gol Total Flex surgiu há quase 20 anos

Apesar de países da Europa já terem data-limite para a comercialização de veículos com motores a combustão, em favor de elétricos, essa realidade está um pouco distante de outras grandes nações não tão desenvolvidas mundo afora. Uma delas é a Índia. Durante um evento da edição local da revista Autocar, o Ministro dos Transportes Rodoviários, Nitin Gadkari, revelou que o país pretende primeiro explorar outras alternativas mais limpas, como a tecnologia bicombustível, que permite a queima de etanol. Ele citou inclusive o Brasil como exemplo de domínio do sistema flex.

Segundo Gadkari, os propulsores a gasolina e etanol podem ser a alternativa ideal para a realidade da Índia. Por isso, fez um apelo para que as montadoras locais investissem na tecnologia. “Estou pedido para toda a indústria de automóveis a gentileza de cooperarem conosco [governo] para trazer [ao país] os motores flex, como em Estados Unidos, Brasil e Canadá”, disse, no evento. O ministro apontou que a tecnologia poderia ser aplicada também a motocicletas, como já acontece no mercado tupiniquim.

A redução da poluição atmosférica é um dos objetivos do governo com a adoção em massa de motores flex. Nova Délhi é considerada a capital com maior poluição atmosférica do mundo e cerca de 40% dela é creditada aos cerca de 20 milhões de veículos licenciados na cidade indiana. Estudos indicam que, em 2017, passar um dia nas ruas de lá seria equivalente a fumar 50 cigarros (leia aqui).

Outro ponto é financeiro. Além dos gastos com saúde pública causados pela poluição, a Índia poderia reduzir a compra de petróleo estrangeiro, diminuindo o impacto da variação cambial no preço público dos combustíveis e, claro, contendo um pouco a saída de divisas.

A gasolina vendida na Índia já possui entre 10% e 15% de etanol em sua composição, o que não requer tanta adaptação dos motores ao País. Elevar a 100%, como acontece no Brasil, pode criar um novo mercado para a produção do álcool. O ministro ressalta que o combustível pode ser extraído da cana de açúcar, como aqui, ou do milho, mais comum na América do Norte, commodities que a Índia também produz. Todavia, seria necessário um aumento de investimentos nesse sentido, haja vista haver também demanda alimentícia por estes produtos.

[ Fonte: Autocar India ]

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