Renault apresenta Sandero RS Finale


Renault Sandero RS Finale

“Forçado” a deixar o mercado pelo não cumprimento do motor 2.0 às normas do programa Proconve L7, o Sandero RS se despede com o kit Finale. Limitado a 100 unidades, ele tem alguns poucos diferenciais, marcando o fim do hatch esportivo, uma exclusividade do Brasil. A Renault deixará de oferecê-lo oficialmente, encerrando a trajetória de uma das criações locais mais impressionantes dos últimos anos – e explicamos o porquê mais abaixo.

Para marcar a descontinuação, o kit Finale traz apenas uma plaqueta identificativa no console central, com o número do veículo. Além disso, o comprador recebe um pôster ao estilo “blueprint” do Sandero e acessórios da grife RS: boné, carteira, chaveiro e squeeze. Ou seja: muito pouco pelo que o esportivo representou no mercado brasileiro.

Pode parecer exagero, mas, ao se observar nosso mercado, não houve qualquer receita parecida nos últimos tempos. Nascido romeno, pelas mãos da Dacia, o Sandero de segunda geração recebeu atenção especial da divisão brasileira. Aqui, ganhou um motor 2.0 16v Flex aspirado, capaz de gerar 150 cv e 20,9 kgfm, apoiado por um câmbio manual de seis marchas. O compacto acelerava de zero a 100 km/h em oito segundos, alcançando 202 km/h. Além disso, recebia suspensão mais firme e direção mais direta, além de pneus de alta performance da Michelin.

O trabalho em torno do Sandero foi conduzido não apenas pela subsidiária local, mas também por engenheiros da Renault Sport, a divisão de alto desempenho da marca francesa, que emprestava sua sigla para batizá-lo. Contudo, a subsidiária tampouco existe mais: lá fora, seus serviços foram delegados à Alpine, o que também contribuiu para o fim do hatch esportivo por aqui – “Sandero Alpine” não ficaria legal, talvez.

Oferecido hoje por R$ 99.290, o Sandero RS conquistou pouco mais de 4.600 lares no Brasil desde seu lançamento, em 2015. De lá pra cá, recebeu séries especiais, como a Racing Spirit, de 2017. No ano seguinte, teve um evento dedicado realizado em Interlagos, chamado RS Track Day, que reuniu 192 unidades do hatch, tornando-se o maior encontro global de modelos da Renault Sport na história.

Por isso tudo, o Sandero RS merecia um final mais digno. Porém, a Renault seguiu a receita da Fiat com o nada especial Uno Ciao.

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