Renault vende fábrica em Moscou e fatia da AvtoVaz, com opção de recompra


Com operações suspensas na Rússia desde março (leia aqui), devido às sanções impostas após a invasão do país à Ucrânia, a Renault confirmou a venda de suas operações locais. Conforme havia sido noticiado recentemente (leia aqui), a marca negociou a fábrica de Moscou com a prefeitura da capital e sua fatia na AvtoVaz, dona da Lada, com o Instituto Nami, organização local que realiza pesquisas com automóveis e motores. O acordo prevê que os franceses podem recomprar a estrutura ao longo dos próximos seis anos, retornando oficialmente ao país. A operação resulta em uma série de mudanças, como na produção de veículos e até mesmo no ressurgimento da antiga marca Moskvich.

A venda da fábrica e das ações já era esperada nos bastidores do mercado. Com as sanções, a Renault teve dificuldade para manter o complexo em atividade e importar insumos. Além disso, ao seguir a recomendação do Ocidente, a empresa foi ameaçada de estatização por parte do governo de Vladimir Putin. “Hoje, chegamos a uma deliberação difícil, mas necessária. Estamos tomando uma decisão responsável em relação aos nossos 45 mil funcionários na Rússia, ao mesmo tempo em que protegemos a performance do Grupo e nossa capacidade de voltar ao país no futuro, em um contexto diferente”, explica o CEO da Renault, Luca de Meo. Além de negociar a planta com a prefeitura de Moscou, a empresa também vendeu seus 67,69% da AvtoVaz ao Nami, transferindo o controle total da companhia aos russos.

O FUTURO NA RÚSSIA

De acordo com o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, a fábrica vai ser reorganizada para manter um alto volume de produção, a fim de evitar demissões. Por isso, a marca Moskvich, extinta em 2006, será revivida ainda em 2022, utilizando tecnologia da fabricante de caminhões local Kamaz.

Já a AvtoVaz vai seguir operando normalmente com veículos que utilizam componentes da Renault, conforme previsto em contrato. A gama formada por produtos como Granta, Vesta, X-Ray e Largus não deverá ser afetada. Dos modelos franceses, apenas o Duster teve continuidade garantida: ele será vendido pela Lada. Os demais, como Sandero, Captur, Logan e Arkana, têm futuro incerto.

Segundo a agência Reuters, a operação completa foi vendida por 1 rublo, equivalente hoje a R$ 0,07. Em 2021, antes de qualquer sinal de guerra, a Renault avaliou seu negócio na Rússia em € 2,2 bilhões, algo próximo a R$ 11,29 bilhões.

[ Fonte: Reuters ]

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