F1: Vettel deixará categoria em 2022


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Os fãs brasileiros da Fórmula 1 amanheceram nesta quinta-feira (28) com uma notícia impactante: o anúncio da aposentadoria de Sebastian Vettel da categoria. A revelação foi feita pelo próprio piloto, que aproveitou a criação de sua primeira conta em uma rede social, o Instagram, para confirmar sua saída da categoria. Aproveitando-se de uma estreia para comunicar um término, o tetracampeão não indica seu futuro, falando apenas que sua “melhor corrida está por vir”. Ele afirma que pretende se dedicar mais à família, como marido e pai de três filhos.

A saída de Vettel da categoria, de certa forma, é uma grande surpresa. Aos 35 anos, ele não é o piloto mais velho do grid atual – Alonso (completa 41 amanhã) e Hamilton (37) estão à frente neste quesito -, o alemão parecia interessado em passar mais tempo na F1, ainda mais após aceitar fazer parte do projeto de construção da Aston Martin (leia aqui). Porém, é provável que os resultados decepcionantes tenham “incentivado” o piloto a desistir de permanecer na competição.

Em uma temporada e meia pela Aston Martin, até agora, Vettel disputou 32 corridas. O segundo lugar no GP do Azerbaijão, após uma série de abandonos (Verstappen) e erros (Hamilton), foi o ápice, mas ele ficou mais fora do que dentro da zona de pontuação, somando 58 pontos até aqui. Em 2021, terminou o campeonato em 12º. Atualmente, é apenas o 14º, tendo como melhor resultado o sexto lugar novamente no Azerbaijão.

GettyImages-74657566.jpgVettel na BMW Sauber

VETTEL NA FÓRMULA 1

Vettel estreou na Fórmula 1 pela BMW Sauber, no GP dos Estados Unidos de 2007, sétima etapa daquela temporada, ao substituir Robert Kubica, que havia sofrido forte acidente na prova anterior, no Canadá. O alemão chegou em oitavo, causando boa surpresa – na época, apenas os oito primeiros pontuavam. Foi a única corrida dele pelo time, antes de se tornar titular na Toro Rosso, sucedendo o norte-americano Scott Speed. Ele pontuaria novamente na China, com um importante quarto lugar.

Como Vettel selou a primeira vitória para a Toro RossoVettel vence pela Toro Rosso, em 2008

Em 2008, Vettel permaneceria na Toro Rosso para conquistar a primeira vitória dos italianos na F1, justamente no GP da Itália – a AlphaTauri, sucessora da equipe, só voltaria a vencer em 2020, novamente em Monza. No ano seguinte, chegaria à Red Bull para substituir David Coulthard, agora aposentado. E ali começaria a escrever sua história, terminando em segundo em 2009, atrás apenas de Jenson Button e da voadora Brawn GP. Entre 2010 e 2013, conquistaria seu tetracampeonato, o último deles com larga vantagem sobre o segundo colocado, Fernando Alonso, e o recorde histórico de vitórias em uma única temporada: 13.

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Em 2014, com o início da era híbrida, Vettel foi “atropelado” pelas Mercedes e superado pelo companheiro de time, o recém-promovido Daniel Ricciardo, terminando em quinto. No ano seguinte, estrearia pela Ferrari para tentar dar fim ao jejum dos italianos. Em seis temporadas, conseguiu dois vice (2017 e 18) e um terceiro (2015). O fim do casamento viria de maneira melancólica, na costurada temporada de 2020, quando Vettel somou apenas 33 pontos e terminou em 13º. O ano foi o pior para a Ferrari desde 1980, tendo terminado em sexto lugar dentre as equipes. A relação, já azeda, ficou ainda pior quando o alemão aproveitou o GP da Itália, casa da Scuderia, para anunciar sua saída (leia aqui).

Sebastian Vettel: "Tudo é vermelho!" | Blog Voando Baixo | Globoesporte.com

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No time inglês, parecia que o tetracampeão conseguiria ao menos brigar no topo, haja vista o bom rendimento da Racing Point – a “Mercedes rosa”- em 2020. Os resultados não vieram, com o segundo lugar no Azerbaijão sendo um ponto fora da curva na trajetória de Vettel dentro da Aston Martin. Até o momento, o piloto soma 290 corridas, 53 vitórias, 122 pódios, 57 poles e 38 voltas rápidas. Tirando o primeiro número, é pouco provável que os demais se alterem até o fim de 2022.

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ASTON MARTIN EM 2023

Com a saída confirmada de Vettel, ao menos uma vaga está publicamente disponível na Fórmula 1 2023. A Aston Martin terá a oportunidade de trazer outro piloto para correr ao lado de Lance Stroll, que, enquanto tiver idade, continuará com vaga cativa na escuderia de propriedade de seu pai. O time britânico poderá apostar em um jovem talento, como os vários que vêm surgindo na Fórmula 2, ou buscar algum corredor com bagagem.

Qual será o caminho tomado?

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