F1: Perez toma a ponta na largada e vence em Singapura; Ferrari fecha pódio


Singapore Grand Prix: Top Three Press Conference | GRAND PRIX 247

O Grande Prêmio de Singapura trouxe muita emoção à Fórmula 1 neste domingo (2). A prova foi atrasada em mais de uma hora devido à chuva torrencial que caía nas ruas da cidade-estado, fazendo com que a organização optasse por garantir a segurança dos pilotos. Após largarem, os corredores enfrentaram um piso bastante escorregadio, que começou a secar durante a disputa. O grande vencedor foi Sergio Perez, que assumiu a liderança já na primeira curva e dali não saiu mais, mesmo tendo de abrir distância nas duas entradas de Safety Car. Ele ainda recebeu uma punição, mas que não alterou o resultado da corrida. Largando na pole, Charles Leclerc ficou em segundo, com Carlos Sainz em terceiro. Líder do campeonato, Max Verstappen chegou em sétimo.

A CORRIDA

A chuva torrencial que castigou Singapura postergou o início da corrida em mais de uma hora, por questão de segurança. Após o atraso, finalmente foi liberada a realização da etapa, ainda com todos os pilotos calçando pneus intermediários. Após testes feito pelo Safety Car, a prova começou. E a árdua vitória de Perez começou já na largada. O mexicano conseguiu tracionar melhor na partida e ultrapassou Leclerc, o pole, ainda na reta inicial, tomando a ponta antes da primeira curva. Sainz partiu pra cima de Lewis Hamilton, com o heptacampeão saindo do traçado, mas perdendo a posição para o espanhol. Lando Norris aproveitou e superou Fernando Alonso. Começando em oitavo, Verstappen teve um péssimo início, caindo para 12º ainda nos primeiros metros. Zhou Guanyu também perdeu quatro colocações, passando de 14º para 18º.

Nas primeiras voltas, Perez já começou a impor seu ritmo e abrir um pouco de margem sobre Leclerc, enquanto Sainz se distanciava da dupla e também de Hamilton. O inglês reclamava no rádio por não ter aderência nos pneus intermediários novos. Já Verstappen começava a “caçar” posições para se recuperar da péssima largada, superando Kevin Magnussen e Lance Stroll no início da segunda volta. Em seguida, ele passaria também Yuki Tsunoda, subindo a nono. Largando dos boxes, George Russell era apenas 18º, após tomar posições de Alexander Albon e Zhou. No giro 7, Nicholas Latifi fechou o chinês. A colisão tirou o piloto da Alfa Romeo da prova, enquanto o canadense conseguiu chegar aos boxes para substituir o pneu furado. Porém, por danos na suspensão, a Williams decidiu por retirá-lo da disputa.

A colisão entre Latifi e Zhou trouxe o Safety Car à pista, quando Magnussen parava para trocar o bico do carro, após toque com Verstappen no início da prova. Na retomada, no giro 10, Verstappen superou Sebastian Vettel e subiu para oitavo. Em seguida, ultrapassou Pierre Gasly e chegou ao sétimo posto, precisando agora chegar a Alonso. Enquanto Perez voltava a abrir distância sobre Leclerc e Sainz tentava o mesmo com Hamilton, o atual campeão tentava chegar no espanhol da Alpine. Na volta 20, ambos estavam bem próximos quando o carro de Alonso “apagou”, fazendo com que Verstappen lhe tomasse o sexto lugar. Fim de prova para o bicampeão, causando Safety Car Virtual (VSC). Lá no fundo, Russell seguia sofrendo com a falta de ritmo, sendo apenas 15º.

Com o VSC ativo, a Mercedes tentou uma cartada com Russell: chamou o inglês aos boxes para calçar pneus médios, de pista seca. A estratégia arriscada serviu de alerta para os demais: não havia aderência, devido ao asfalto ainda bastante úmido, mesmo chuva. O britânico tinha dificuldades de se manter no traçado e chegou a virar até sete segundos mais lento que o líder Perez. Com o fim do VSC, Hamilton tentou grudar em Sainz, mas ainda sem sucesso. Na volta 26, Albon abandonava por danos em um acidente em que ele bateu sozinho, mesmo após a Williams trocar o bico do carro. Era hora de empacotar tudo para o Japão, local da próxima corrida.

Na volta 28 quando em 13º, Esteban Ocon viu o motor Renault de sua Alpine abrir o bico. Fim de prova para o time francês, mais um a começar iniciar a mudança para a terra do sol nascente, como a Williams. Entrava em ação o terceiro VSC – o segundo foi na batida de Albon -, encerrado apenas na 31. Dois giros mais tarde, Russell enfim começava a andar junto dos demais, o que indicava condições já positivas para pneus de pista seca.

Na 33, Hamilton errou o ponto de freada e passou reto na curva 7. Ele conseguiu voltar à pista, ficando entre Norris e Verstappen, quando o holandês tentava tomar a posição do britânico da McLaren. Curiosamente, o piloto da Mercedes segue na pista, mas acaba parando no giro seguinte para trocar o bico do carro, danificado na colisão. Ele retorna em nono. Na mesma volta, Leclerc vai aos boxes e calça médios, já de pista seca, voltando em terceiro após uma parada um pouco lenta. Perez e Sainz seguem com intermediários.

Na 36, Perez para e coloca médios, sendo seguido por Sainz e Verstappen. Logo depois que o trio para, é a vez de Tsunoda “beijar as barreiras” na curva 10. Com o carro em posição perigosa, é a vez do Safety Car ir à pista, o que beneficia as McLaren, que ainda não haviam parado. Não por acaso, tanto Norris quanto Daniel Ricciardo vão para os boxes, voltando de médios e macios, respectivamente. O britânico retorna em quarto, enquanto o australiano aparece em sexto, logo atrás de Verstappen. Em seguida, aparecem Stroll e Vettel com suas Aston Martin, tendo Hamilton e Gasly fechando o top 10. O francês da AlphaTauri também parou logo antes do acidente de Tsunoda, sendo “prejudicado” pela entrada do carro de segurança.

Na 40, o Safety Car se recolhe e a disputa volta a acontecer, com Perez seguindo na ponta ante Leclerc. Tentando superar Norris, Verstappen trava os pneus na curva 7 e passa reto, retornando em oitavo. A freada deixou os compostos “quadrados”, obrigando-o a parar novamente e despencar para 14º, último naquele momento. Na ponta, Perez é avisado sobre uma investigação acerca de seu comportamento sob Safety Car, com risco de receber punição de 5 segundos. Em um dia para esquecer, Russell se toca com Mick Schumacher e tem um pneu furado, novamente indo aos boxes. O alemão também precisa parar.

Na 43, a asa móvel (DRS) é liberada, já que a pista está seca. Leclerc tenta, então, tomar a ponta de Perez, que se defende ao máximo e tenta aumentar a distância para tirar a artimanha das mãos do monegasco. Depois de muitos ataques evitados, o mexicano consegue enfim se desvencilhar e começa a abrir margem sobre o vice-líder. Lá atrás, Verstappen escala o pelotão, subindo para décimo, após passar por Magnussen e Bottas, e novamente supera Gasly sem muita dificuldade na volta 50, a 13 minutos do fim. Devido à série de incidentes, a corrida terminaria por tempo (máximo de duas horas).

Na 51, Leclerc desiste de vez de tentar passar Perez e começa a esfriar seus pneus para poder chegar até o fim da corrida. O mexicano, por sua vez, pisa fundo para abrir distância para o rival e garantir a vitória mesmo com a punição eventual. Na briga pelo vice-campeonato, Russell vai aos boxes na 53 para calçar macios e tirar o ponto extra da melhor volta, que naquele momento estava com Perez. Enquanto isso, Verstappen abre a asa móvel para atacar Hamilton, que também usa o DRS na tentativa de superar Vettel.

No giro 57, Russell enfim crava a melhor volta: ele não tem o ponto extra, por não estar no top 10, mas os rivais tampouco o conseguem. Na 58, Hamilton tenta botar por dentro para atacar Vettel, mas pega a parte úmida da pista e trava a roda, permitindo a ultrapassagem de Verstappen. O holandês sobe para oitavo.

Perez então abre 7,5 segundos sobre Leclerc, garantindo o espaço caso tenha uma punição sobre deixar mais de 10 carros de distância para o Safety Car. O monegasco e Sainz completam o pódio, trazendo bons pontos para a Ferrari. Em uma corrida com técnica e sorte, Norris e Ricciardo chegam a seguir, fazendo a McLaren superar a Alpine na disputa entre equipes. O sexto foi Stroll, também com misto de qualidade e “timing”, com Verstappen, Vettel, Hamilton e Gasly fechando o top 10.

A próxima prova da F1 acontece já neste fim de semana, entre 7 e 9 de outubro: é o GP de Japão, disputado no circuito de Suzuka.

Confira abaixo a classificação da prova.

GP SINGAPORE AIRLINES DE SINGAPURA (59 voltas)
1. Sergio Perez (MEX) – Red Bull – em 02h02min20s238 *
2. Charles Leclerc (MON) – Ferrari – a 2s595
3. Carlos Sainz (ESP) – Ferrari – a 10s305
4. Lando Norris (ING) – McLaren-Mercedes – a 21s133
5. Daniel Ricciardo (AUS) – McLaren-Mercedes – a 53s282
6. Lance Stroll (CAN) – Aston Martin-Mercedes – a 56s330
7. Max Verstappen (HOL) – Red Bull – a 58s825
8. Sebastian Vettel (ALE) – Aston Martin-Mercedes – a 1min00s032
9. Lewis Hamilton (ING) – Mercedes – a 1min01s515
10. Pierre Gasly (FRA) – AlphaTauri-Red Bull – a 1min09s576
11. Valtteri Bottas (FIN) – Alfa Romeo-Ferrari – a 1min28s844
12. Kevin Magnussen (DIN) – Haas-Ferrari – a 1min32s610
13. Mick Schumacher (ALE) – Haas-Ferrari – a 1 volta
14. George Russell (ING) – Mercedes – a 2 voltas

* Punido com 5s: deixar mais de 10 carros de distância do Safety Car

NÃO COMPLETARAM
Esteban Ocon (FRA) – Alpine-Renault (motor)
Yuki Tsunoda (JAP) – AlphaTauri-Red Bull (acidente)
Alexander Albon (ING) – Williams-Mercedes (acidente)
Fernando Alonso (ESP) – Alpine-Renault (motor)
Nicholas Latifi (CAN) – Williams-Mercedes (acidente)
Zhou Guanyu (CHN) – Alfa Romeo-Ferrari (acidente)

VOLTA MAIS RÁPIDA
George Russell (ING) – Mercedes – 1min46s458 (volta 54)

PILOTO DO DIA (Votação do Público)
Sergio Perez (MEX) – Red Bull

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