F1: Verstappen vence no Japão, conta com erro de Leclerc e crava bicampeonato


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Max Verstappen conquistou o bicampeonato da Fórmula 1 neste domingo (9), ao vencer o GP do Japão. Após a bandeira vermelha causada pela forte chuva, que castigou o circuito de Suzuka, a prova foi retomada e se encerrou por tempo. O holandês liderou sem dificuldades e garantiu o título após um erro de Charles Leclerc na última curva. Pressionado por Sergio Perez nas voltas finais, o monegasco da Ferrari “passou reto” na chicane e voltou à frente do mexicano, mas foi penalizado com a adição de 5 segundos após a prova. Com o resultado, a Red Bull conquistou a dobradinha e Verstappen levou o bi. A prova foi marcada ainda por um bom rendimento das Alpine e os primeiros pontos de Nicholas Latifi na temporada.

A CORRIDA

Apesar da chuva, parecia haver condições para que a corrida fosse realizada. E assim aconteceu. Leclerc largou bem e chegou a passar Verstappen no fim da reta de largada, mas o holandês tangenciou melhor por fora saiu à frente do rival na curva 3. Com a visibilidade prejudicada mais atrás, Sebastian Vettel rodou já no início após toque com Fernando Alonso, enquanto Zhou Guanyu girou sozinho. Pouco depois, Carlos Sainz aquaplanou, saiu da pista e bateu, enquanto Alexander Albon teve um toque com uma Haas. Fim de prova para ambos e bandeiras amarelas agitadas, trazendo o Safety Car para a pista. Uma placa de publicidade se desprendeu com a batida do espanhol da Ferrari e acabou sendo carregada por Pierre Gasly. A direção de prova, então, balança a bandeira vermelha, suspendendo a corrida.

Naquele momento, uma polêmica se instaurou. Gasly passou por um guindaste que estava na pista e criticou bastante a situação, lembrando do caso de Jules Bianchi, que faleceu em consequências parecidas. Na época, o francês perdeu o controle do carro sob forte chuva e colidiu contra um trator que estava à beira do traçado. O fato ocorreu também em Suzuka. Gasly acabaria punido com a adição de 20 segundos por ter circulado em alta velocidade sob bandeira vermelha, com pico de 251 km/h.

A contagem regressiva de duas horas de corrida foi parada, mas há o prazo máximo de três horas que seguiu rodando. A direção chegou a confirmar a retomada da prova, mas adiou outra vez, devido às más condições da pista. Com mais de 60 minutos de paralisação, começou a ser descontado o tempo do GP, como determina o regulamento. Após mais atrasos, a corrida foi retomada, agora faltando 40 minutos para o fim, depois de alguns giros sob Safety Car e o sinal positivo dos pilotos sobre a realização da etapa. Todos, porém, eram obrigados a calçar pneus de chuva pesada.

A relargada foi feita com os carros em movimento e Verstappen não teve dificuldade para se manter à frente de Leclerc, com Perez em terceiro. No fim do pelotão, Vettel e Latifi tentaram algo diferentes: colocar compostos intermediários, na tentativa de se anteciparem aos rivais. Em seguida, Norris e Bottas fizeram o mesmo. No outro giro, os ponteiros seguiram o mesmo caminho, com Alonso liderando a prova. O espanhol, porém, repetira a estratégia dos adversários. Com Mick Schumacher entre os primeiros, a Haas optou por deixá-lo na pista esperando por algum evento que trouxesse o Safety Car à pista. Porém, isso acabaria não ocorrendo.

Depois das paradas, Verstappen liderava, seguido por Leclerc e Schumacher, que começava a ser escalado pelos rivais. Atrás de Perez vinha Ocon, defendendo-se como podia de Hamilton. Quando Mick enfim parou, notou-se a estratégia certeira de Vettel, agora em sexto, e Latifi, que era oitavo, com Alonso entre eles. Em sétimo, Russell discordava da equipe de que deveria parar, mas ainda assim trocou os de chuva por pneus de chuva leve, caindo para 14º. Com a chuva torrencial, os ponteiros conseguiam se desvencilhar de quem vinha atrás, deixando as brigas por posições para o pelotão intermediário.

Com o avançar da corrida, alguns pilotos começaram a ganhar rendimento. Um deles foi justamente Russell, que realizou várias ultrapassagens e subiu para nono. Enquanto isso, Hamilton seguia “trancado” atrás de Ocon, sem conseguir superar o francês da Alpine. Já Leclerc sofria com o superaquecimento dos pneus, via Verstappen disparar e começava a observar Perez cada vez mais próximo pelo retrovisor. Na volta 18, Zhou calçou pneus novos e cravou o giro mais rápido na 20, porém ficou sem o ponto extra por terminar fora do top 10.

Alonso era sétimo e tentava se aproximar de Vettel, ainda sem sucesso, até que tentou uma jogada de sorte: parar novamente para calçar novos pneus intermediários. O espanhol caiu para 10º a oito minutos do fim, o que pareceu uma péssima ideia – como ele próprio apontou, pelo rádio. Mas ele logo subiria para oitavo, passando Norris e Latifi, e partiria para cima de Russell, tomando o sétimo posto do inglês na penúltima volta. No fim, ficou atrás de Vettel por apenas 11 milésimos, quase conseguindo o almejado sexto lugar. Já Hamilton não conseguiu mesmo superar Ocon, que chegou em quarto.

Lá na ponta, Perez continuava a caça a Leclerc, sem sucesso. Até que na última chicane, na volta final, o monegasco errou o ponto de freada e passou reto. Ele voltaria à pista à frente do mexicano, quase causando colisão entre eles. Pela manobra, tomaria a punição de 5 segundos que o tirou do segundo lugar e deu o título antecipado do campeonato a Verstappen. O atraso nesta decisão, porém, causou certo embaraço na hora da entrevista: o holandês já havia dito suas palavras e a conversa com Perez foi interrompida pela metade para que o bicampeão fosse enfim parabenizado.

A próxima prova da F1 é o GP dos Estados Unidos, realizado no Circuito das Américas em Austin, Texas. A disputa ocorre entre 21 e 23 de outubro.

Confira abaixo a classificação da prova.

GP HONDA DO JAPÃO (28 voltas)
1. Max Verstappen (HOL) – Red Bull – em 03h01min44s004
2. Sergio Perez (MEX) – Red Bull – a 27s066
3. Charles Leclerc (MON) – Ferrari – a 31s763 *
4. Esteban Ocon (FRA) – Alpine-Renault – a 39s685
5. Lewis Hamilton (ING) – Mercedes – a 40s326
6. Sebastian Vettel (ALE) – Aston Martin-Mercedes – a 46s358
7. Fernando Alonso (ESP) – Alpine-Renault – a 46s369
8. George Russell (ING) – Mercedes – a 47s661
9. Nicholas Latifi (CAN) – Williams-Mercedes – a 1min10s143
10. Lando Norris (ING) – McLaren-Mercedes – a 1min10s782
11. Daniel Ricciardo (AUS) – McLaren-Mercedes – a 1min12s877
12. Lance Stroll (CAN) – Aston Martin-Mercedes – a 1min13s904
13. Yuki Tsunoda (JAP) – AlphaTauri-Red Bull – a 1min15s599
14. Kevin Magnussen (DIN) – Haas-Ferrari – a 1min26s016
15. Valtteri Bottas (FIN) – Alfa Romeo-Ferrari – a 1min26s496
16. Zhou Guanyu (CHN) – Alfa Romeo-Ferrari – a 1min27s043
17. Mick Schumacher (ALE) – Haas-Ferrari – a 1min32s523
18. Pierre Gasly (FRA) – AlphaTauri-Red Bull – a 1min48s091 **

* Punido com 5s: Sair da pista e ganhar vantagem
** Punido com 20s: Velocidade excessiva sob bandeira vermelha

NÃO COMPLETARAM
Carlos Sainz (ESP) – Ferrari (acidente)
Alexander Albon (ING) – Williams-Mercedes (acidente)

VOLTA MAIS RÁPIDA
Zhou Guanyu (CHN) – Alfa Romeo-Ferrari – 1min44s411 (volta 20)

PILOTO DO DIA (Votação do Público)
Sebastian Vettel (ALE) – Aston Martin-Mercedes

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