Após sair da China, Jeep confirma pedido de concordata em joint-venture local


Após anunciar a saída da China (leia aqui), a Jeep revelou ter dado início a um processo de concordata no gigante asiático. Segundo a Stellantis, que controla a marca, a medida legal envolve toda a joint-venture, o que inclui a parceira local GAC (sigla para Guangzhou Auto Company). A empresa reiterou que não terá mais produção por lá, atuando apenas com veículos importados.

Em comunicado, a Stellantis revela que as partes “aprovaram uma resolução autorizando a joint-venture a declarar falência, em um contexto deficitário”. Boa parte dos investimentos feitos pela gigante ocidental foi consumida pelos resultados financeiros do primeiro semestre de 2022, bem aquém do esperado. A GAC comunicou que a concordata não afeta significativamente suas operações, embora os passivos representem 111% dos ativos, hoje estimados em cerca de US$ 1 bilhão.

Apesar do processo, a Stellantis se compromete a manter serviços de pós-venda aos proprietários de Jeep na China.

LONGA HISTÓRIA

A trajetória da Jeep na China se iniciou em 1984, quando sua então controladora, a extinta American Motor Company (AMC), firmou a primeira joint-venture de uma montadora norte-americana por lá. De lá pra cá, suas novas proprietárias mantiveram a operação, mas uma queda acentuada nas vendas ao longo dos últimos anos foi determinante para o fim da produção local. Em 2021, por exemplo, os emplacamentos caíram cerca de 50%, o que resultou no fechamento de uma fábrica. Neste ano, a situação se agravou, forçando a companhia a tomar a drástica decisão de encerrar as operações como fabricante.

Curiosamente, a Stellantis estava propensa a ampliar sua fatia na joint-venture. Em janeiro (leia aqui), anunciou-se o aumento de participação, de 50% para 75%, após o governo chinês derrubar o protecionismo às fabricantes locais. No entanto, o comunicado não foi bem digerido pelos asiáticos: a GAC alegou que soube da decisão pelo site da Stellantis, dizendo-se “extremamente desapontada” pela ação dos então aliados. O imbróglio teria também incomodado as autoridades chinesas, pouco dispostas a aceitarem o acordo.

Vale lembrar que algumas montadoras ocidentais estão tendendo a perder espaço na China, com o crescimento das marcas locais e a crença do consumidor de que as empresas nacionais já oferecem tanta ou mais qualidade que as estrangeiras.

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