Nissan montará veículos Renault no Brasil e fechará fábrica na Espanha, diz jornal


Fábrica da Nissan em Resende (RJ)

O plano de reestruturação da Nissan, com apresentação prometida para 28 de maio, segue rendendo polêmica mesmo antes de ser oficializado. Após a informação prévia de que a empresa focaria sua produção em China, Japão e Estados Unidos (leia aqui), obtida pela agência Reuters, agora é a vez do jornal asiático Nikkei trazer novos detalhes sobre o projeto de reorganização da montadora. Segundo o periódico, a empresa vai mesmo fechar sua fábrica na Espanha, delegando parte de seu volume fabril europeu à aliada Renault. Já no Brasil, o complexo de Resende (RJ) será mantido, mas montará veículos da parceira francesa para aproveitar a capacidade ociosa.

De acordo com o jornal, o plano da Nissan integra algumas atividades com Renault e Mitsubishi, a fim de reduzir consideravelmente seus custos. Até o ano fiscal que se encerrada em março de 2023 (iniciado, portanto, em abril de 2022), a empresa prevê redução de 20% em sua capacidade produtiva. O corte começará com o fechamento da fábrica espanhola de Barcelona, que atualmente opera com apenas 30% do máximo possível e produz veículos comerciais. No ano fiscal encerrado em 2019, a planta montou cerca de 55 mil unidades, representando apenas 10% de seu volume para toda a Europa. Por isso, os modelos lá feitos, como as picapes Frontier e Alaskan, passarão a ser construídos pela Renault, provavelmente na França, onde já são feitos cerca de 70 mil exemplares anuais dos modelos nipônicos.

Unidade de motores da Nissan em Barcelona

O compartilhamento das fábricas, dessa forma, será mais profundo – algo que, aliás, já se esperava desde a formação da aliança franco-japonesa. Por isso, a planta da Nissan em Sunderland, no Reino Unido, passará a fabricar também produtos da Renault, para ampliar o volume anual dos atuais 320 mil veículos para os mais de 500 mil possíveis no complexo. E assim será em outras localidades.

No Brasil, por exemplo, a Renault opera de forma plena em São José dos Pinhais (PR). Para expandir sua linha, portanto, poderá usar a unidade da Nissan em Resende, reduzindo custos para ambas as companhias. No Sudeste da Ásia, a tendência é que a Mitsubishi monte veículos da compatriota, especialmente após o fechamento da fábrica da Indonésia (leia aqui).

Apesar de ainda não ser o plano oficial, espera-se que Nissan e Renault cheguem a um compartilhamento de componentes próximo dos 70%, ante os 40% atuais. A parceria deve se aprofundar inclusive com um maior uso comum das plataformas, algo que já era previsto anteriormente. Também como o planejado previamente, o desenvolvimento de elétricos será conjunto, para baixar custos.

[ Fonte: Nikkei ]

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